sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

DF precisa cuidar de suas BACIAS

O conjunto é afetado pelas suas partes; as partes precisam que o conjunto também funcione bem. Usando um exemplo boçal: Se andamos com um carro com PNEUS BEM CALIBRADOS, com boa AERODINÂMICA, construído com METAIS MAIS LEVES e com PLÁSTICOS em algumas partes, com bom sistema de ARREFECIMENTO, seu desempenho é bem melhor; seu CONSUMO é bem menor quando está funcionando bem. Atualmente, estamos criando consciência de quanto é importante cuidar dos bens que se escasseam, dos animais e das espécies vegetais que estão em extinção, o uso racional dos bens naturais ou seja, a preservação de todo bem. Assim é a água que tanto necessitamos. Hoje é comum falarmos da conservação das nascentes de água, da não poluição de nossos rios, para não deixarmos de ter agua pro nosso banho, prá lavar nossa roupa, prá lavar as louças/panelas/talheres que usamos em nosso almoço, para preparar nossa alimentação, pra encher nossa piscina, prá podermos usar nossa lanchinha, nosso jet-ski etc. Dados técnicos divulgados indicam que em 2002 as áreas irrigadas no DF chegaram a 104 e que alcançam 6.823 ha; o consumo chegou a 40,94 milhões de m3 por ano. O consumo na irrigação no DF é, ainda, menos representativo do que o consumo de água para o ABASTECIMENTO HUMANO; entretanto, a demanda para a irrigação tem crescido de forma mais acelerada; isso indica a possibilidade de futura ocorrência de CONFLITOS pelo uso da água e a necessidade de gestão dos recurso hídricos existentes. O IBGE em 2003 divulgou que a população do DF chegou a 2.051.146 habitantes.Esse rápido crescimento populacional, além de requerer maio quantidade de água para o consumo humano, gerou incremento na demanda de alimentos, incentivando o uso da irrigação, que é uma atividade de consumo intensivo de água. Cabe destacar que, nessa região, o período de MAIOR DEMANDA de água para a irrigação coincide com o de MENOR DISPONIBILIDADE hídrica, de maio a setembro, o que amplia os riscos de ocorrência de conflitos pelo uso da água.O DF ocupa 5.782,80 km2; em termos climáticos, caracteriza-se por apresentar duas estações bem definidas: seis meses de estação seca, de maio a outubro, e seis meses de estação chuvosa, de novembro a abril.A Bacia do Rio Preto é a principal área de produção agrícola. A manutenção da sustentabilidade do desenvolvimento regional deverá, cada vez mais intensamente, se pautar pela garantia do equilíbrio entre as ações voltadas para a promoção do crescimento econômico e a conservação do meio ambiente, como forma de manutenção da qualidade e quantidade dos mananciais hídricos, dos solos e da biodiversidade. Na BACIA DO DESCOBERTO por exemplo há urgente necessidade de disciplinarmente do uso do solo e do tratamento de esgotos dos novos núcleos urbanos surgidos nos últimos anos. Na área rural, o monitoramento e controle do uso de agrotóxicos e a racionalização dos processos de irrigação. Na BACIA DO SÃO BARTOLOMEU, a ocupação territorial desordenada, com a rápida transformação de áreas rurais em loteamentos com características urbanas, promoveram uma impressionante perda da vegetação natural, com impermeabilização de áreas de recarga natal dos aqüíferos, exploração intensiva das águas subterrâneas e os lançamentos de esgotos sem tratamento em manancial. Na BACIA DO RIO PRETO, devido a atividade agropecuária, o uso de sistemas de irrigação, aliados a baixos índices pluviométricos, provocaram significativas perdas aos produtores rurais. Na BACIA DO RIO MARANHÃO, vários problemas se manifestaram: desmatamento de áreas, extração irregular de areia e o lançamento de resíduos de origem animal em estado bruto, causando a poluição da água. Na BACIA DO RIO CORUMBÁ, que caracteriza-se por apresentar alta declividade, solos de baixa fertilidade e com deficiência hídrica, a pouca cobertura vegetal tem facilitado o processo de erosão e o transporte de sólidos nesta bacia. Adicionalmente, o lançamento de esgotos sem prévio tratamento dos efluentes é um sério problema para a manutenção da qualidade da água. Na BACIA DO PARANOÁ, os problemas de ligações clandestinas de esgoto e de drenagem pluvial têm provocado a redução da qualidade das águas. Na BACIA DO SÃO MARCOS, seus principais afluentes tem sofrido com a irrigação mecanizada e o uso intensivo de agrotóxicos. Existem projetos de Recuperação de Áreas Degradadas, onde o mais conhecido é o da Bacia do Rio São Bartolomeu, Seu prosseguimento, a disseminação do exemplo para outras bacias, a implementação de novos seria o ideal.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SYZYGIUM CUMINI - Menos que 1.000 no DF

Natural da Ásia, Índia e Sri Lanka. No plano piloto em Brasília se fala que temos 804 delas. O livro "100 árvores urbanas-Brasília-Guia de Campo"de Manoel Cláudio da Silva Júnior e Roberta Maria Costa e Lima - "Editora Rede de Sementes do Cerrado", edição de 2010,diz que sua floração é de agosto a novembro de cada ano, e sua frutificação é de julho a abril. Syzygium cumini é seu nome científico, Myrtaceae é a família botânica, e seu nome popular JAMELÃO, ou JAMBOLÃO. Agora, depois dessa última apresentação quem não conhece? Quem nunca teve seu carro marcado por um fruto que caiu diretamente na lataria, ou indiretamente por ação de algum pássaro que dele se alimentou e defecou com fezes azul marinho? Quem nunca passou por alguma calçada dentro das quadras e ficou com seu tênis cheio de sementes azuis? Quem nunca recebeu estocadas em sua roupa com poderosas sementes azuis? Poucas pessoas se livraram desses infortúnios! Agora, se você tiver a desventura de ser alvejado por algum, corra para lavar sua roupa (antes que seque), lavar seu carro para não te-lo manchado por muito tempo... Burlemax quando ajardinou o Plano Piloto, deu preferência às plantas do cerrado, mas agora vemos, não ficou incólume da ação de espécies estrangeiras. A árvore em questão é utilizada como quebra-ventos, daí talvez a intenção de rê-las em nossas quadras. Seus frutos alimentam a fauna e o homem in natura, ou como doces, geléias, vinhos e vinagres. Na medicina popular o chá das folhas ou das sementes trituradas serve para tratar o diabetes. É planta lanífera. A madeira resiste bem a cupins e é usada em obras submersas. Pode-se depreender que pode ser usada portanto, tanto na industria de construções, na medicina popular e como ingrediente para a cozinha doméstica. Perguntamos porquê não damos um fim nelas e as substituímos por outras árvores urbanas de igual finalidade? (quebra-vento, sombra, beleza); senão, porque não damos utilidade para elas, criando centros-cozinhas, que ensinem como fazer geléia, doces, vinhos e vinagres? Temos várias comunidades no entorno de Brasília que não têm formação, não têm renda, não têm emprego, não têm dignidade por isso, vivem na miséria! Sociedades sem fim lucrativos, Governo, estudantes de Nutricionismo, pesquisadores, pessoas de boa vontade, descubram o que fazer com o Syzygium cumini, para que tenhamos quadras mais limpas, menos "ataques ao bem particular e público" e paz social!

Brasília: "imexível?"

A Novacap (empresa constituida inicialmente para administrar e construir a nova capital), foi liderada nos primórdios por Lúcio Costa, quem cuidou do ante-projeto de Brasília. Lucio Costa criou a cidade com um zoneamento funcional, com funções separadas na cidade. Assim surgiu a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos três poderes, a Catedral Metropolitana, a Sede do Governo do Distrito Federal; Setores comerciais, bancários, Setores Culturais, bibliotecas, teatros, museus e etc. Muitas terminologias novas e siglas foram utilizadas desde um início e até os dias de hoje. Lucio Costa foi autor do projeto urbanístico e Oscar Niemeyer o autor dos principais projetos arquitetônicos da cidade. Nesse afã, foram criados também os Comércios Locais, entre as quadras residenciais, como os açougues, cercadinhos, as vendas, quitandas, casas de ferragens; todos previstos e programados de acordo ao plano inicial: tamanhos, funcionalidades, disposições, etc... Hoje, queremos nos ater a esses comércios locais, que foram programados para terem suas vitrinas, entradas principais, voltados para um passeio coberto na face fronteiriça às cintas arborizadas, e as suas vagas de estacionamento na face oposta , contígua às vias de acesso motorizado. Hoje vemos a realidade da concretização do projeto em desacordo - o que foi planejado, não foi realizado! Que motivos provocaram essa descaracterização? Poderia ser algum aspecto de segurança? (deixar o carro estacionado do lado da via e ter-se que deslocar para o outro lado - arborizado e sem monitorarão - ?); Poderia ser por praticidade? (é muito mais fácil sair do carro e buscar o local, já mais próximo de seu veículo?); Poderia ser simplesmente por obra do acaso, da falta de fiscalização, da falta de comprometimento do GDF? Coisas ocorreram, decisões foram tomadas e não temos conhecimento atualmente de nada disso. O que é bem verdade, e que nos toca a todos, são as calçadas desses Comércios Locais sem acabamento, com desníveis injustificados e que nos levam a todos, a um dia escorregarmos, tropeçarmos, cairmos, ter escoriações leves ou sérias, num local, que muitos chamam de PASSEIO!!! (imaginem! Sair ao passeio, para claro, fazer um passeio, uma caminhada, algo que nos dê prazer, ver as vitrinas e acabar acidentado!). Talvez, por esso erro de interpretação do projeto - o lado de trás do estabelecimento não estar sendo utilizado como frente do estabelecimento , e a parte da frente ter que "suportar"as duas funções é que encontramos estes "fétidos" depósitos de lixo no meio de nossas calçadas. Aí então perguntamos: vamos ter que ressuscitar a Lúcio Costa e colocá-lo novamente na Novacap no GDF para redefinir como devem ser feitos nossos passeios? Ou isso já foi definido e simplesmente NÃO SE FISCALIZA? Ou isso não precisa de definições porque deve ser norma na Engenharia/Arquitetura? Ou de tão óbvio, varia conforme o bom censo? Ao final cabe-nos tão somente acreditar que nosso Governo Local - o GDF - já está com planos para regularizar esses problemas? Quando morei em Barcelona na Espanha, presenciei algo do gênero: as entradas para as garagens de carros, quer particulares, quer públicas, tinham uma pequena divergência de construção; o assunto foi estudado e normalizado. "Todos"os proprietários de imóveis que tinham acesso para carro, tiveram um tempo (parece-me que 4 anos) para apresentar pequeno projeto junto a autoridade competente, adequando-se à norma, e reformando o acesso após aprovação (sarjeta de granito, desníveis previstos, e calçamento-modelo,tipo,cor). No caso de Brasília: quem cuidará dos projetos (o GDF, ou os proprietários), os donos dos estabelecimentos (ou inquilinos) da execução, do tipo do calçamento (para evitar escorregões, para padronizar o desenho das calçadas), poderiam ser algumas das coisas a pensar. QUEREMOS MUDANÇA NAS CALÇADAS DOS COMÉRCIOS LOCAIS! Queremos nossa Capital Federal, nossa cidade, ainda sustentando o "apelido"de cidade bem planejada, bem cuidada, moderna, exemplo para o país todo, PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE!