terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Brasília: "imexível?"

A Novacap (empresa constituida inicialmente para administrar e construir a nova capital), foi liderada nos primórdios por Lúcio Costa, quem cuidou do ante-projeto de Brasília. Lucio Costa criou a cidade com um zoneamento funcional, com funções separadas na cidade. Assim surgiu a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos três poderes, a Catedral Metropolitana, a Sede do Governo do Distrito Federal; Setores comerciais, bancários, Setores Culturais, bibliotecas, teatros, museus e etc. Muitas terminologias novas e siglas foram utilizadas desde um início e até os dias de hoje. Lucio Costa foi autor do projeto urbanístico e Oscar Niemeyer o autor dos principais projetos arquitetônicos da cidade. Nesse afã, foram criados também os Comércios Locais, entre as quadras residenciais, como os açougues, cercadinhos, as vendas, quitandas, casas de ferragens; todos previstos e programados de acordo ao plano inicial: tamanhos, funcionalidades, disposições, etc... Hoje, queremos nos ater a esses comércios locais, que foram programados para terem suas vitrinas, entradas principais, voltados para um passeio coberto na face fronteiriça às cintas arborizadas, e as suas vagas de estacionamento na face oposta , contígua às vias de acesso motorizado. Hoje vemos a realidade da concretização do projeto em desacordo - o que foi planejado, não foi realizado! Que motivos provocaram essa descaracterização? Poderia ser algum aspecto de segurança? (deixar o carro estacionado do lado da via e ter-se que deslocar para o outro lado - arborizado e sem monitorarão - ?); Poderia ser por praticidade? (é muito mais fácil sair do carro e buscar o local, já mais próximo de seu veículo?); Poderia ser simplesmente por obra do acaso, da falta de fiscalização, da falta de comprometimento do GDF? Coisas ocorreram, decisões foram tomadas e não temos conhecimento atualmente de nada disso. O que é bem verdade, e que nos toca a todos, são as calçadas desses Comércios Locais sem acabamento, com desníveis injustificados e que nos levam a todos, a um dia escorregarmos, tropeçarmos, cairmos, ter escoriações leves ou sérias, num local, que muitos chamam de PASSEIO!!! (imaginem! Sair ao passeio, para claro, fazer um passeio, uma caminhada, algo que nos dê prazer, ver as vitrinas e acabar acidentado!). Talvez, por esso erro de interpretação do projeto - o lado de trás do estabelecimento não estar sendo utilizado como frente do estabelecimento , e a parte da frente ter que "suportar"as duas funções é que encontramos estes "fétidos" depósitos de lixo no meio de nossas calçadas. Aí então perguntamos: vamos ter que ressuscitar a Lúcio Costa e colocá-lo novamente na Novacap no GDF para redefinir como devem ser feitos nossos passeios? Ou isso já foi definido e simplesmente NÃO SE FISCALIZA? Ou isso não precisa de definições porque deve ser norma na Engenharia/Arquitetura? Ou de tão óbvio, varia conforme o bom censo? Ao final cabe-nos tão somente acreditar que nosso Governo Local - o GDF - já está com planos para regularizar esses problemas? Quando morei em Barcelona na Espanha, presenciei algo do gênero: as entradas para as garagens de carros, quer particulares, quer públicas, tinham uma pequena divergência de construção; o assunto foi estudado e normalizado. "Todos"os proprietários de imóveis que tinham acesso para carro, tiveram um tempo (parece-me que 4 anos) para apresentar pequeno projeto junto a autoridade competente, adequando-se à norma, e reformando o acesso após aprovação (sarjeta de granito, desníveis previstos, e calçamento-modelo,tipo,cor). No caso de Brasília: quem cuidará dos projetos (o GDF, ou os proprietários), os donos dos estabelecimentos (ou inquilinos) da execução, do tipo do calçamento (para evitar escorregões, para padronizar o desenho das calçadas), poderiam ser algumas das coisas a pensar. QUEREMOS MUDANÇA NAS CALÇADAS DOS COMÉRCIOS LOCAIS! Queremos nossa Capital Federal, nossa cidade, ainda sustentando o "apelido"de cidade bem planejada, bem cuidada, moderna, exemplo para o país todo, PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE!

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