sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ipaussu, minha cidade natal


"Se esta rua, se esta rua fosse minha, 
Eu mandava, eu mandava ladrilhar,
Com pedrinhas, com pedrinhas de diamante,
Para o meu, para o meu amor passar".

Em Catalunha na Espanha, ouvia-se muitas histórias sobre o povo "possessivo" e cheios de sentimentos sobre aqueles bens que eram seus. "Minha casa não tem os traços arquitetônicos tão refinados, mas, tem uma estrutura da melhor qualidade... Foi construída "assim, assado", e suporta outro andar em cima". E por aí vai o assunto.

Contava-se em tom muito jocoso, a história de um catalão que um dia comprou um novo carro, porque sua mulher tinha enaltecido as qualidades de um vizinho, de ser muito dinâmico, que mesmo com a crise que parecia se avizinhar, trocou o carro por uma Mercedes. Como não poderia ficar por "baixo" , o segundo catalão,  foi e comprou uma também. De outra feita, o vizinho comprou uma casinha no campo para poder veranear, e o outro, o segundo catalão, que quase se matou de inveja, foi lá e comprou uma também no campo e outra na praia, pois aproveitava o financiamento oferecido, e mais ainda, para se fazer mais importante que o vizinho!  Uma determinada noite, o segundo catalão, leva sua senhora ao Liceu para desfrutarem de uma boa ópera e terem uma noite inesquecível.  Lá chegando, como tinham um tempinho para conversarem, o segundo catalão começou contar para sua espôsa, a última novidade; com um pouco de temor da reação da esposa, tropeça em suas palavras, gaguejando e falando bem baixinho, conta que ha pouco tempo, ele arrumou uma amante. Ela toda vermelha e sem palavras  naquele momento de estupefação, raiva, sentimento de traição, levantou- se; ele tentando acalmar sua espôsa diz que se sente, pois ele tinha uma explicação! Ela ao vislumbrar um sorrisinho maroto no canto da boca do segundo catalão, pensou que não estava passando de um trote, e assentou-se para ouvir a explicação. E ele começou: você se lembra que quando nosso vizinho trocou o carro, você me impeliu a fazer o mesmo, com aqueles incessantes elogios a ele, lembra-se? Depois, quando ele comprou uma casa no campo, você veio me contar como se ele tivesse comprado um pedacinho da lua, não é? Pois então, nosso vizinho, arrumou uma amante! Eu, o que tinha que fazer????  Veja só, lá embaixo: na segunda fileira, aquela senhora de azul é a amante de nosso vizinho, e a minha, é aquela da terceira fila, de vermelho!   A espôsa traída, se põe de pé, olha com seu pequeno binóculo as duas, e exclama: Ahã... Não é que a NOSSA é mais bonita?

Nem sempre o que acontece, mesmo sendo contra a sua vontade até então, pode ser ruim para esta pessoa.

Em todo lugar que estive vivendo, busquei encontrar, desfrutar, de alguma coisa que ali houvesse de bom. Foi assim em minha cidade natal no interior de São Paulo, foi assim na capital de São Paulo, foi assim na Espanha -Barcelona e Madri -, foi assim na capital do Paraguai, e está sendo assim aqui em Brasília. Buscar se adequar à cidade, encontrar amigos, encontrar pontos turísticos de interesse, restaurantes, bibliotecas, livrarias, cinemas, cafezinhos e o que mais se apresentar é nossa tarefa (minha e de minha mulher), mais prazeirosa. Quando saímos de um lugar, ficamos sempre com a satisfação de termos vivido melhores momentos. Quando nós recordamos de algum lugar, pelo menos até o momento, vem-nos à memória coisas boas e satisfatórias. Assim quando ouvimos um terceiro falando de algum problema, alguma deficiência, de algum lugar em que estivemos, somos induzidos a pensar igual ao catalão : "Minha casa não tem os traços arquitetônicos tão refinados, mas, tem uma estrutura da melhor qualidade...", Ou, até às vezes, se comparam com outra localidade: "a nossa é melhor". Não que o pensamento do segundo catalão esteja certo, mas em nosso âmago, ali pertinho do coração, tem alguma coisa de experiência, de vivência, que nos vai fazer avaliar com os sentimentos e nem sempre com a razão.

Não faz muitos meses, uma querida amiga daqui de Brasília, fez-me um comentário acerca de minha pequena cidade natal no interior do estado de São Paulo, que estaria, segundo ela, em más condições de manutenção e cuidados, tendo em vista o "progresso" de outra cidade vizinha onde vive uns parentes seus. É claro que não elenquei os esforços de melhoria, o sucesso desses esforços, o quanto tem crescido a cidade, o sentimento de satisfação do povo, as coisas belas que até nós comovem e fazem-nos sentir o quanto queremos aquele rincão. 

Lembrei- me então de uma pequena "cantiga de roda" e logo no começo já a transcrevi, sabedor que sou, que ela foi escrita para enaltecer o amor de alguém por outrém, mas que eu, no meu coração quiz dizer de minha cidadezinha que a vejo incrustada de diamantes, é uma preciosidade!

"Se esta rua, se esta rua, fosse minha,
Eu mandava, eu mandava ladrilhar,
Com pedrinhas, com pedrinhas de diamante..."





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Programas e programas


Explorando o tema energia estivemos falando, citando, os tipos mais conhecidos, mais comuns e que convivemos cada dia com eles; o petróleo, a tão falada usina de Pasadena nos Estados Unidos , a demanda tão alta do petróleo no mundo e no Brasil, nossa dependência atual desse tipo de energia, e a falta da exploração de novos caminhos para prever necessidades futuras.

É claro que lembramos da falta de incentivo para incrementação do uso da energia eólica, da energia solar fotovoltaica, energia obtida do lixo (por combustão ou por compostagem - biogás), biomassa (retirada de vegetais: etanol, biogás, biodiesel). Uma coisa que aprendemos explorar é o da energia gerada pelas usinas hidroelétricas ; modelo já esgotado com o déficit de rios caudalosos, ou até inexeqüíveis tendo em conta o derretimento da calota polar, com a existência de alagamentos em áreas que não existiam.


O que era um ponto pacífico era a falta de incentivo, a falta de uma política nacional, de conhecimento público, divulgado na época das propagandas políticas, da falta de divulgação de práticas que as empresas poderiam adotar e que os cidadãos poderiam abraçar e ajudar como formiguinhas no sonho nacional. Esclarecimento do povo em geral de como se faria a distribuição e recolecção da energia assim produzida.

Hoje com os tratados mundiais dos países desenvolvidos, do tratado de Kyoto, buscando a diminuição do uso de energia que gere emissão de gases do efeito estufa, como o petróleo, estejamos focando todos, ou quase todos nossos esforços, na exploração e uso dele.

Mas, dos nossos representantes não temos exigido dos mesmos um comprometimento formal quando da divulgação dos planos de governo. Uns somente falam do bem estar social, da necessidade de melhoria no atendimento nos hospitais, no transporte e mais uns poucos temas. Não que deixem de ser importantes, mas que na realidade são pontos dependentes de outros: como geração de energia para a indústria e para o usuário final também, mas o da indústria vem a facilitar a geração de empregos, a geração de produtos com maior valor agregado, tanto para consumo interno como para exportação. 

Não temos exigido também um plano nacional de construção de estradas de rodagem, de estradas de ferro, de construção ou incentivo à construção de novos aeroportos, da diminuição da máquina administrativa do estado, a não contratação de novos funcionários públicos  dando oportunidade a concessões de serviços privados.

Não temos exigido também um estudo minucioso do efeito estufa com concomitante alagamentos de áreas hoje habitadas por importante contigente nacional, principalmente as áreas litorâneas. Ou se pensa que só na Holanda e em Veneza na Itália é que acontecem alagamentos? 

Não temos nos importado com o direcionamento das Universidades para os ensinos seculares; tudo na vida evolui, tudo se altera, todo conhecimento acaba sendo atualizado! Porque não exigimos de nossos governos, principalmente nesta época de pré-candidaturas, no surgimento destes nossos possíveis futuros candidatos, um posicionamento? 

Porque não perguntamos como irão gerir o "caixa"  do nosso povo? De onde serão tirados os recursos a que estes futuros governos a serem instalados neste país, para tornarem exeqüíveis seus planos? 

Muito ouvimos de que precisamos renovar nossos mandantes; se cita em seus programas, os cabeças que irão ajudar os governos no desempenho de seus compromissos. Porque não falam de economistas, de teorias que irão aplicar, porque não se faz programas voltados para a administração financeira do estado e próximos à eleição, debates destes assuntos com estes representantes? 

Porque não ouvimos falar de política internacional com a participação de representantes do Itamarati que irão participar do novo governo, para não sermos surpreendidos com guerra no Taiti, missões de paz, construção de pontes na Venezuela, participação em zonas de conflito no mundo, montantes de investimentos de indústrias nacionais estatais, resultados anuais favoráveis ou perdas anuais, divulgação dos gastos efetuados com nossa armada nestes conflitos e/ações internacionais?

O brasileiro não tem direito a tudo isso, ou deve se movimentar para ser informado?

terça-feira, 20 de maio de 2014

COPA DO MUNDO-Brasília


Bem, a tão esperada Copa no Brasil chegou. Estádios prontos, estamos ansiosos para vivenciar esses momentos em nosso país. Minha atenção se volta para Brasília onde estaremos neste período, para ver o tão anunciado evento e prometido pelas autoridades envolvidas, como sendo aquele que transcorrerá tudo às mil maravilhas, sem incidentes de importância, de sucesso garantido, de resultados grandiosos para a economia do país, para a total alegria do povo.

Apesar de sempre estarmos esperançosos com a vida de uma forma geral, de acreditarmos  que sempre ocorrem/ocorrerão fatos que nos dão/darão muitas alegrias, estou um pouco cético do sucesso dessa Copa no Brasil.

O completo êxito do evento não está limitado somente ao estádio estar completamente terminado, com grama perfeita, com banheiros bem arrumados e cheirosos, com partidas maravilhosas, com acomodação de boa qualidade.

O êxito do evento também estará com o transporte para circulação dos turistas e nossos conterrâneos, de boa qualidade, boa acomodação, não lotação dos mesmos, rapidez de partidas/chegadas, de acesso ao estádio, com tranquilidade, sem congestionamentos, sem empurra-empurra, com voluntários que saibam o idioma do espectador e com disposição, com os lanches oferecidos nas proximidades, não em tendinhas, mas em lanchonetes bem feitas, limpas, com alimentos e bebidas em boas condições, com cestos de lixo distribuídos estrategicamente, com seguranças em pontos estratégicos, sem opressão, sem armas pesadas, mas com gentilezas.

Estamos em cima das datas! Que orientação estamos dando inicialmente para a população local? Quanto a limpeza nos estádios, quanto a gentileza com os estrangeiros, quanto ao acesso ao local se dar preferencialmente em transporte público, para chegarem com antecedência na partida e ao final do evento saírem com tranquilidade, sem tumultos, pois será um dia de festa.  Que orientação estamos dando aos restaurantes e demais tipos de comércio com relação às vendas para os turistas internos/externos? O investimento realizado no estádio, não é somente para a Copa, mas sim para cativar um público que vem disfrutar de Brasília!

Estamos com a Secretaria de Turismo preparada para divulgar o turismo local/nacional? Estará também localizada próxima ao estádio? Como está a orientação para as empresas de turismo em relação ao turismo local, transporte de passageiros? Essas empresas transportadoras terão locais práticos, definidos e demarcados?

Como estará a limpeza pública das vias do Plano Piloto como um todo?

Se haverá desvios do tráfego por causa da Copa, do acesso aos locais públicos, como está a comunicação para os residentes, sobre as vias que estarão liberadas naquele período?

Tem campanha televisiva sobre o assunto? Tem campanha divulgada nos locais públicos? Neste período de preparação para o evento, porque não se cancela esporadicamente o horário eleitoral para a divulgação dessa campanha?


Como tudo é novo neste evento, pedimos: GDF, ABRA OS OUVIDOS PARA AS SUGESTÕES E/OU RECLAMAÇÕES DO POVO – Ao menos excepcionalmente nesta ocasião!