É comum as pessoas trabalharem, produzirem algo pensando somente no “agora”, no dia de hoje, na sua necessidade premente. Muitas vezes temos “gás” , temos idéias, temos conhecimento suficiente, meios disponíveis, para nos dedicarmos em algo mais duradouro, mais perfeito que venha a ser útil para muita gente, inclusive para nós mesmos; no entanto, em função de já termos algo, suficiente para o dia-a-dia, deixamos a vida correr, a imperar a mediocridade, sem preocupar-nos com a melhoria geral que poderia perdurar, firmar nosso nome como bons prestadores de serviços, além de dar-nos a satisfação de termos nos “ultrapassado”.
Hoje, fui tomar um café na Beline na SCLS 113 , depois de algum tempo sem fazê-lo, e voltei a deparar-me com as mesmas coisas de antes: falta de treinamento dos atendentes, que ficavam conversando em tom muito alto, sem dar a atenção devida aos clientes, e quando atendiam, demonstravam não conhecer os produtos que têm disponível, sem um maitre que orientasse a ação de trabalho, sem receber os clientes que se amontoavam na porta, ou até aqueles que se adentravam buscando um local para sentar-se. Balcão de serviços (café, lanches, sucos, lavagem da louça usada,…) atendendo os clientes do próprio balcão como também atendendo as demandas das mesas do salão; não existência de caixa específico para mesas, resultando em demora nos pagamentos. E, para coroar o mal serviço, a má condição do ambiente, o salão com teto muito baixo que ressoavam as conversas das mesas e, uma quantidade de moscas (“mosca da fruta”) e muriçocas que nos atacam e nos importunam. Poderia se utilizar velas de citronela nas mesas ou ligar o ar condicionado, fechando as portas e janelas.
Por outro lado, conta-nos a história, a experiência de pessoas que, apesar das vicissitudes, alcançam ápices dificilmente atingidos por outrem. Veja o que nos conta o livro “ilustraciones perfectas”da Editorial Unilit-2004, em suas paginas 132/133: BERÇO DA CRIATIVIDADE DE J.S. BACH.
Depois de varias mudanças e vários trabalhos importantes (o compositor clássico Johann Sebastian Bach), finalmente, em 1723, se estabeleceu em Leipzig, onde permaneceu o resto de sua vida. A estadia de Bach em Leipzig, como diretor musical e professor do coro da igreja e do colégio São Tomás, nem sempre foi feliz. Discutia constantemente com a Prefeitura da cidade, e nem ela - a Prefeitura - nem o povo apreciavam o gênero musical de Bach. Diziam que era um velho “caduco”que se agarrava obstinadamente a formas obsoletas de música. Em consequência, pagavam-lhe um mísero salário, e quando morreu acabaram estafando a viuva em sua escassa herança.
Ironicamente, nesse ambiente Bach compôs sua música mais duradoura. Durante uma época compôs uma cantata a cada semana (hoje em dia é muito elogiado o compositor que produza uma cantata por ano), 202 das quais sobrevivem. A maioria conclui com um coro baseado em um hino luterano simples, e em todas as ocasiões a música está ligada a textos bíblicos. Entre estas obras estão “Cantata da Ascensão”e “Oratório de Natal”.
Bach também compôs em Leipsig sua “Missa em Sí Menor”, “Paixão segundo São João” e “Paixão segundo São Mateus”, todas para usar em cultos de adoração. A última peça se chamou algumas vezes de “o máximo êxito cultural de toda a civilização ocidental”, e inclusive o ateu radical Friedrich Nietzche (1884-1900) confessou depois de ouvi-la : “Aquele que esqueceu por completo do cristianismo ouve verdadeiramente aqui como um evangelho”.
Depois da morte de Bach, as pessoas pareciam felizes de “limparem-se” os ouvidos de sua música. Ele foi menos lembrado como compositor que como organista e tocador de cravo. Vendeu-se alguma coisa de sua música, e se informa que outra se usou para envolver lixo. Nos oitenta anos seguintes grande parte do público recusou sua música, ainda que alguns músicos (Mozart e Beethoven, por exemplo) a admiraram. Somente em 1829, quando o compositor alemão Felix Mendelssohn fez uma interpretação da “Paixão segundo São Marcos”, que uma audiência grande começou a aprecia-lo devidamente.
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