segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
BRASÍLIA - Restaurantes
Brasília é uma cidade pródiga em número de restaurantes; a variedade de tipos de comidas também é imensa: comida italiana, comida goiana, comida gaúcha (galeterias / churrascarias), comida japonesa, comida chinesa (cantonesa), comida americana (hamburgueserias variadas), lanchonetes diversas – inclusive aquelas com lanches leves, comida árabe, sem falar em panificadoras que servem refeições e ou lanches, confeitarias, sorveterias, etc.
Hoje quando queremos localizar alguma casa do tipo, em alguma lista, é difícil, dada a variedade de divisões que se faz ( ver Veja Brasília: Comidinhas, bares e restaurantes – e dentro dos restaurantes uma gama de divisões).
Na verdade, quando se trata de encontrar um bom local para se comer em Brasília, está meio difícil. A opção melhor encontrada é buscar aquele que já conhecemos e o temos por razoável. Se optar por variar, corre o risco de não fazer boa escolha, e, no entanto, terá a mesma conta “salgada” , igual àquela que teria indo no restaurante costumeiro.
Meu amigo Miguel, que já morou um tempo em Portugal, conta uma experiência sua: começou a frequentar um restaurante, e já no primeiro dia, ao pedir determinado prato, o garçom lhe disse que naquele dia era costume comer o vôngoli com um macarrão, ao invés de macarronada com salsa de tomate. No segundo dia, o garçom sugeriu que ao invés do vinho que pedia para acompanhar seu gnocci, deveria pedir um vinho tinto de determinada procedência, pois o gnocci era servido com cordeiro, e ele poderia disfrutar mais do sabor. Ao terceiro dia, na sua labuta para comer um prato naquele restaurante português, Miguel ficou aguardando o garçom trazer-lhe o cardápio; e aí veio a pergunta, o que o senhor vai querer comer hoje? Ao que Miguel respondeu rapidamente: veja o que você recomenda pra hoje e me traga! Tudo que peço você muda! A discussão com o garçom parece-me que foi “brava”!
Voltando a Brasilia, a luta começa com o estacionar o carro e depois com o pedir o prato. O Chef faz um prato, pensando em coisas que aprendeu na sua escola/vida prática; o cliente pede o prato pensando no que gosta, no que lhe faz bem, ou outra particularidade qualquer. Peça para tirarem ou acrescentarem algo no seu prato e verá que poderá vir uma terceira “coisa” que você nem imaginou em pedir.
Peça água tônica zero, e poderá receber H2O, ou água mesmo. O treinamento e/ou preparação dos atendentes são lamentáveis. Os sistemas para anotar um pedido são igualmente lamentáveis. Em algo que se pede para beber, não anotam se o cliente quer a bebida sem pedra de gelo, se é gelada, ou se é bebida ao natural; se é zero (diet) , com pouco açúcar (light), ou normal com açúcar. Não é rara a vez que trazem a bebida aberta, impedindo que o mesmo troque-a e não perca (financeiramente) o pedido errado que trouxe.
Nessa nova época que iremos viver – a Copa – fará com que tenhamos uma nova experiência com um público bastante esclarecido e exigente – o turista estrangeiro. Baristas, donos de restaurantes, abram a mente e se preparem, treinando melhor seu pessoal, adotando sistemas eletrônicos para pedidos – mais ágeis e precisos - , campainhas eletrônicas para o cliente chamar o atendente sem a necessidade de sair procurando-o.
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