sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
GDF - Confiança é imprescindível
Em minha cidade no interior de São Paulo, conta-se, a respeito de um antigo comerciante – hoje já falecido – uma de suas práticas no seu negócio. De origem árabe, com um armazém à moda antiga, com caixas enormes de madeira, com tampa vai-e-vem, onde se depositavam, em cada um, uma saca de 60 kilos ; dali, com um pegador enorme se retirava o mantimento. Havia uma caixa dessas com arroz, outra com feijão, outra com açúcar, e outras com outros mantimentos. Óleo comestível era vendido em latas de 5 litros. Bacalhau, consumido em épocas muito especiais, eram empilhados quase na entrada do armazém, todo amarrado com barbante, em pequenos fardos. O cheiro que se exalava era muito típico, e hoje me faz lembrar de infância. O embutido mais comum era a mortadela. Sardinhas, também salgadas, estavam ali em grandes caixas exalando seu odor. O dono ou um balconista era quem atendia a clientela; pegava o produto e embalava em saquinhos de papel. O comum era todo cliente ter uma caderneta onde se marcava sua compra e que ficava na posse do comerciante.
Certo dia, ao término de uma longa jornada de levantamento do estoque, deu-se pela falta de uma lata de óleo de 5 litros. Os empregados estavam todos andando miudinho e de cabeça baixa, pois, quando o patrão soubesse, com certeza haveria demissão.
Nesse dia, porém, o patrão estava menos rancoroso, e ouvindo a história contada pelo empregado mais antigo, agiu de forma mais sutil com todos os empregados: Está faltando uma lata de óleo? Façamos o seguinte: marcamos uma lata em cada caderneta de clientes; quem reclamar estornamos!!!
Hoje vivemos em uma época diferente e nossa preocupação não é a “caderneta do armazém” mas, sim outras. Hoje estive ouvindo uma prestação parcial de contas de nosso governador, Sr. Agnelo, onde alardeava as 4 UPAS que já inaugurou em seu governo. “NÃO FALAVAMOS NADA PORQUE ESTAVAMOS TRABALHANDO”. Como se, inaugurar obras, no caso hospitais, fosse algo muito raro e difícil de se ouvir de um administrador público, que cobra impostos, que promete em sua campanha que vai fazer isso; Temos que dizer a ele que isso é sua obrigação , dívida de campanha? O que esperar de uma pessoa, nessa posição, que está no governo há mais de 3 anos e portanto em seu último ano, dizendo que fez algo que era sua obrigação, que alardea o feito como sendo algo inédito? Governo que tocou no VLT somente agora, praticamente no final do mandato? E as comunicações a fazer para o povo, dando conhecimento das principais demandas, e suas maiores dificuldades/entraves? Porque gastou tanto dinheiro no Mané Garrincha?
Agora, para nova legislatura teremos a essa equipe se candidatando novamente? Será que o povo CONFIARÁ e dará seu voto?
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