segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

GDF - Uso do Eixão nos finais de semana

QUERO ESSE CARRO! Conta uma história que um jovem, daquele que poderíamos dizer “moderno” , comprou um dos melhores carros de todos os tempos: um FERRARI-GTO. Foi dar um passeio e se deteve em um semáforo com o sinal vermelho. Um velhinho em sua lambretinha parou ao seu lado. – Que carro é este, filhinho?” disse o velho depois de olhar sobre o claro e brilhante carro. “- Um Ferrari GTO. Custa quinhentos mil dólares” . “-Isso é muito dinheiro “, disse o velho – “-Porque vale tanto?” . “- Porque este carro desenvolve trezentos quilômetros por hora!” falou com orgulho o jovem. “- Me deixa dar uma olhadinha por dentro?”, perguntou o condutor da lambretinha. “-Claro”, respondeu o dono. Assim, o velho meteu a cabeça dentro e olhou ao redor. “-Caramba! É um carro muito lindo!”, disse enquanto se sentava novamente em sua lambretinha. Exatamente nesse momento mudou o sinal, e o condutor decidiu mostrar ao velhinho, o que seu carro podia fazer. Acelerou a toda velocidade e aos trinta segundos o velocímetro marcava 260 kilometros por hora. De repente observou um pontinho no seu espelho retrovisor. Estava se aproximando! Diminuiu a velocidade para ver o que podia ser. Zuuum! Voltou a passar, esta vez na direção oposta... e parecia ao velhinho da lambretinha. “-Não pode ser – pensou – como pode uma lambretinha deixar para trás a um Ferrari? Uma vez mais, no entanto, o jovem viu o pontinho em seu espelho retrovisor, seguido por um golpe enquanto o objeto veloz chocava contra a parte traseira de seu carro. O jovem saiu de seu carro e viu o velho esticado no alfalto, e correu até ele. “-Posso ajudar-te em algo?”, perguntou. “-Solte... meu suspensório... de seu espelho lateral”, sussurrou o velho. Brett Kays, Brownstown, Michigan (Ilustraciones perfectas-Editorial Unilit-2002). (“A inveja é a podridão dos ossos. Provérbios 14:30). É claro que isso é uma historinha, e se verdadeira fosse, não poderia ter ocorrido no Eixão em Brasília (a única com condições técnicas de permitir o feito, exceto pela não existência de semáforos), mas que na prática nem aos finais de semana permitiria, já que, para restabelecer “os direitos “ dos cidadãos brasilienses, buscando permitir-lhes um entrosamento melhor com o que Brasília dispõe, permite o fechamento para o trânsito de bicicletas e pedestres neste período. É bastante interessante essa medida de torná-la exclusiva para estes usuários , já que a cidade em realidade foi concebida principalmente para o uso automotivo; hoje ainda, é assim que o “mundo “pensa de Brasília. Ainda não temos Metrô que atenda amplamente a população, nem VLT, nem ônibus decentes/confortáveis para toda a classe de população. Tão estapafúrdia é a idéia, que não se ouve de outros exemplos no mundo (dedicar a via rotineiramente aos finais de semana para uso diverso dos automóveis). E o interessante é que existem parques (Parque da cidade, Parque das Águas, Parques Olhos d’água, etc...) vias especialmente construídas por quase todo o plano (se não funcionam, porque não reclamar ao GDF por adequações?). Gente, não está existindo um pessoal com mais direitos que outros? Porque não se lutar por uma cidade mais adequada aos brasilienses do que ficar desvirtuando o Plano Piloto, tirando o direito dos automobilistas?

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