sábado, 1 de fevereiro de 2014

DF - Costumes / correspondências

Estamos na Capital Federal do País; estamos sempre em evidência politicamente, sendo sempre apontados quando fora estamos, por haver a possibilidade de “ser mos alguém eminente”ou trabalhar com “alguém eminente” ou trabalhar em algum Ministério, …. Situações estas que muitas vezes não passam nem de perto de nossos afazeres. Somos “especiais” sem ter-mos feito nada para merecê-lo; nem na prática, nem no papel! O que na verdade poderia tocar-nos nos “brios” seria buscarmos fazer algo para realmente sermos “especiais” . E isso poderia se manifestar nas pequenas coisas que fazemos; me lembro da Espanha quando fazíamos alguma tomada de preço, onde várias empresas participavam enviando cotações, era de extrema importância que nos manifestássemos àqueles que não haviam ganho a concorrência, enviando-lhes cartas-agradecimento pelas suas participações apresentando preços; afinal, tiveram um trabalho em atender-nos. Outra coisa, também comum por aquelas paragens, é o hábito de cumprimentar as pessoas; a origem da correspondência para “saudar” as pessoas é muito antiga e foi “desenterrada” por causa da perda do hábito de apertar as mãos fisicamente. Esta perda, juntamente com o relaxamento dos formalismos, foi substituida por uma correspondência que se mantém intacta nos tempos de hoje, na Espanha. Essa correspondência para “saudar” as pessoas e seu significado é uma breve comunicação, não leva assinatura, e é usada para fazer uma oferta, um convite, ou simplesmente comunicar algum fato e termina com uma frase de elogio ("aproveitando a ocasião, expresso sua incondicional amizade"). Existe um padrão para se escrever essa comunicação: tipo de letra, forma de se dirigir às pessoas, local e data, etc. Abandonando o excesso de burocracia, e atendo-nos mais a parte relativa ao respeito às pessoas, ao carinho, ao bom relacionamento, relembro dessas coisas de um passado próximo. Ultimamente passei por algumas experiências com “atendimento médico” . Paciente de alguns medicos de especialidades diferentes, acreditei ser bom cliente, já que, era regular em minhas consultas, detentor de bom convênio medico, seguidor das prescrições por eles indicadas, etc… Ao tentar marcar uma consulta com o hepatologista, soube que tinha passado por um acidente pessoal, restringiria seu atendimento e se dedicaria a um único trabalho onde era concursado; não fiquei satisfeito com a forma em que ocorreu: sem comunicação prévia, notícia dada pela secretária sómente no dia em que a procurei… mas, vamos lá, teve um acidente!!! Busquei indicações e encontrei outra conceituada profissiona que me atendeu uma única vez. Passado o período de férias, seguindo as prescrições que me passou, vou buscar marcar nova consulta: a secretária me informa que a médica deixou de atender meu convênio. Epa! Mas, a médica mesmo não me comunicou nada! Fui saber sómente quando a procurei! De outro hepatologista ouvi a mesma história, de um Endocrinologista a mesma história! Busquei saber do convênio, que é tido como um dos melhores do Brasil, e não soube me explicar o que ocorria, não sabiam de reclamações dos medicos em questão… Em nossos relacionamentos, buscamos ser éticos, buscamos encontrar confiança na outra parte, queremos ser tratados como gente, como merecedores de atenção. Que fazer se, nos melhores meios, nos melhores lugares, na principal capital do país, não é comum - como eu esperava - a sinceridade, a sensatez, o profissionalismo? O normal - eu acreditava - seria que o profissional comunicasse aos interessados, sua decisão de proceder de um geito ou de outro, utilizando de telefonema pessoal, ou de correspondência que antecedesse o prazo em que pudesse agir no interesse de seu cliente; afinal, no caso, ele deixa de atender um cliente "com convênio" e poderia ganhar um "cliente particular", disposto a arcar com o custo financeiro em prol de um relacionamento já construído através do tempo! "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!"-Jeremias 17:5. A cidade é formada por pessoas, e estas por sua vez, com suas práticas, fazem o nome, a grandeza - ou não - da comunidade toda! Lamento ver que, apesar de estar na Capital Federal do País, estamos vivendo uma vida de incultos, sem cuidados com o bem mais precioso desses profissionais: sua clientela!

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