sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ipaussu, minha cidade natal


"Se esta rua, se esta rua fosse minha, 
Eu mandava, eu mandava ladrilhar,
Com pedrinhas, com pedrinhas de diamante,
Para o meu, para o meu amor passar".

Em Catalunha na Espanha, ouvia-se muitas histórias sobre o povo "possessivo" e cheios de sentimentos sobre aqueles bens que eram seus. "Minha casa não tem os traços arquitetônicos tão refinados, mas, tem uma estrutura da melhor qualidade... Foi construída "assim, assado", e suporta outro andar em cima". E por aí vai o assunto.

Contava-se em tom muito jocoso, a história de um catalão que um dia comprou um novo carro, porque sua mulher tinha enaltecido as qualidades de um vizinho, de ser muito dinâmico, que mesmo com a crise que parecia se avizinhar, trocou o carro por uma Mercedes. Como não poderia ficar por "baixo" , o segundo catalão,  foi e comprou uma também. De outra feita, o vizinho comprou uma casinha no campo para poder veranear, e o outro, o segundo catalão, que quase se matou de inveja, foi lá e comprou uma também no campo e outra na praia, pois aproveitava o financiamento oferecido, e mais ainda, para se fazer mais importante que o vizinho!  Uma determinada noite, o segundo catalão, leva sua senhora ao Liceu para desfrutarem de uma boa ópera e terem uma noite inesquecível.  Lá chegando, como tinham um tempinho para conversarem, o segundo catalão começou contar para sua espôsa, a última novidade; com um pouco de temor da reação da esposa, tropeça em suas palavras, gaguejando e falando bem baixinho, conta que ha pouco tempo, ele arrumou uma amante. Ela toda vermelha e sem palavras  naquele momento de estupefação, raiva, sentimento de traição, levantou- se; ele tentando acalmar sua espôsa diz que se sente, pois ele tinha uma explicação! Ela ao vislumbrar um sorrisinho maroto no canto da boca do segundo catalão, pensou que não estava passando de um trote, e assentou-se para ouvir a explicação. E ele começou: você se lembra que quando nosso vizinho trocou o carro, você me impeliu a fazer o mesmo, com aqueles incessantes elogios a ele, lembra-se? Depois, quando ele comprou uma casa no campo, você veio me contar como se ele tivesse comprado um pedacinho da lua, não é? Pois então, nosso vizinho, arrumou uma amante! Eu, o que tinha que fazer????  Veja só, lá embaixo: na segunda fileira, aquela senhora de azul é a amante de nosso vizinho, e a minha, é aquela da terceira fila, de vermelho!   A espôsa traída, se põe de pé, olha com seu pequeno binóculo as duas, e exclama: Ahã... Não é que a NOSSA é mais bonita?

Nem sempre o que acontece, mesmo sendo contra a sua vontade até então, pode ser ruim para esta pessoa.

Em todo lugar que estive vivendo, busquei encontrar, desfrutar, de alguma coisa que ali houvesse de bom. Foi assim em minha cidade natal no interior de São Paulo, foi assim na capital de São Paulo, foi assim na Espanha -Barcelona e Madri -, foi assim na capital do Paraguai, e está sendo assim aqui em Brasília. Buscar se adequar à cidade, encontrar amigos, encontrar pontos turísticos de interesse, restaurantes, bibliotecas, livrarias, cinemas, cafezinhos e o que mais se apresentar é nossa tarefa (minha e de minha mulher), mais prazeirosa. Quando saímos de um lugar, ficamos sempre com a satisfação de termos vivido melhores momentos. Quando nós recordamos de algum lugar, pelo menos até o momento, vem-nos à memória coisas boas e satisfatórias. Assim quando ouvimos um terceiro falando de algum problema, alguma deficiência, de algum lugar em que estivemos, somos induzidos a pensar igual ao catalão : "Minha casa não tem os traços arquitetônicos tão refinados, mas, tem uma estrutura da melhor qualidade...", Ou, até às vezes, se comparam com outra localidade: "a nossa é melhor". Não que o pensamento do segundo catalão esteja certo, mas em nosso âmago, ali pertinho do coração, tem alguma coisa de experiência, de vivência, que nos vai fazer avaliar com os sentimentos e nem sempre com a razão.

Não faz muitos meses, uma querida amiga daqui de Brasília, fez-me um comentário acerca de minha pequena cidade natal no interior do estado de São Paulo, que estaria, segundo ela, em más condições de manutenção e cuidados, tendo em vista o "progresso" de outra cidade vizinha onde vive uns parentes seus. É claro que não elenquei os esforços de melhoria, o sucesso desses esforços, o quanto tem crescido a cidade, o sentimento de satisfação do povo, as coisas belas que até nós comovem e fazem-nos sentir o quanto queremos aquele rincão. 

Lembrei- me então de uma pequena "cantiga de roda" e logo no começo já a transcrevi, sabedor que sou, que ela foi escrita para enaltecer o amor de alguém por outrém, mas que eu, no meu coração quiz dizer de minha cidadezinha que a vejo incrustada de diamantes, é uma preciosidade!

"Se esta rua, se esta rua, fosse minha,
Eu mandava, eu mandava ladrilhar,
Com pedrinhas, com pedrinhas de diamante..."





quarta-feira, 28 de maio de 2014

Programas e programas


Explorando o tema energia estivemos falando, citando, os tipos mais conhecidos, mais comuns e que convivemos cada dia com eles; o petróleo, a tão falada usina de Pasadena nos Estados Unidos , a demanda tão alta do petróleo no mundo e no Brasil, nossa dependência atual desse tipo de energia, e a falta da exploração de novos caminhos para prever necessidades futuras.

É claro que lembramos da falta de incentivo para incrementação do uso da energia eólica, da energia solar fotovoltaica, energia obtida do lixo (por combustão ou por compostagem - biogás), biomassa (retirada de vegetais: etanol, biogás, biodiesel). Uma coisa que aprendemos explorar é o da energia gerada pelas usinas hidroelétricas ; modelo já esgotado com o déficit de rios caudalosos, ou até inexeqüíveis tendo em conta o derretimento da calota polar, com a existência de alagamentos em áreas que não existiam.


O que era um ponto pacífico era a falta de incentivo, a falta de uma política nacional, de conhecimento público, divulgado na época das propagandas políticas, da falta de divulgação de práticas que as empresas poderiam adotar e que os cidadãos poderiam abraçar e ajudar como formiguinhas no sonho nacional. Esclarecimento do povo em geral de como se faria a distribuição e recolecção da energia assim produzida.

Hoje com os tratados mundiais dos países desenvolvidos, do tratado de Kyoto, buscando a diminuição do uso de energia que gere emissão de gases do efeito estufa, como o petróleo, estejamos focando todos, ou quase todos nossos esforços, na exploração e uso dele.

Mas, dos nossos representantes não temos exigido dos mesmos um comprometimento formal quando da divulgação dos planos de governo. Uns somente falam do bem estar social, da necessidade de melhoria no atendimento nos hospitais, no transporte e mais uns poucos temas. Não que deixem de ser importantes, mas que na realidade são pontos dependentes de outros: como geração de energia para a indústria e para o usuário final também, mas o da indústria vem a facilitar a geração de empregos, a geração de produtos com maior valor agregado, tanto para consumo interno como para exportação. 

Não temos exigido também um plano nacional de construção de estradas de rodagem, de estradas de ferro, de construção ou incentivo à construção de novos aeroportos, da diminuição da máquina administrativa do estado, a não contratação de novos funcionários públicos  dando oportunidade a concessões de serviços privados.

Não temos exigido também um estudo minucioso do efeito estufa com concomitante alagamentos de áreas hoje habitadas por importante contigente nacional, principalmente as áreas litorâneas. Ou se pensa que só na Holanda e em Veneza na Itália é que acontecem alagamentos? 

Não temos nos importado com o direcionamento das Universidades para os ensinos seculares; tudo na vida evolui, tudo se altera, todo conhecimento acaba sendo atualizado! Porque não exigimos de nossos governos, principalmente nesta época de pré-candidaturas, no surgimento destes nossos possíveis futuros candidatos, um posicionamento? 

Porque não perguntamos como irão gerir o "caixa"  do nosso povo? De onde serão tirados os recursos a que estes futuros governos a serem instalados neste país, para tornarem exeqüíveis seus planos? 

Muito ouvimos de que precisamos renovar nossos mandantes; se cita em seus programas, os cabeças que irão ajudar os governos no desempenho de seus compromissos. Porque não falam de economistas, de teorias que irão aplicar, porque não se faz programas voltados para a administração financeira do estado e próximos à eleição, debates destes assuntos com estes representantes? 

Porque não ouvimos falar de política internacional com a participação de representantes do Itamarati que irão participar do novo governo, para não sermos surpreendidos com guerra no Taiti, missões de paz, construção de pontes na Venezuela, participação em zonas de conflito no mundo, montantes de investimentos de indústrias nacionais estatais, resultados anuais favoráveis ou perdas anuais, divulgação dos gastos efetuados com nossa armada nestes conflitos e/ações internacionais?

O brasileiro não tem direito a tudo isso, ou deve se movimentar para ser informado?

terça-feira, 20 de maio de 2014

COPA DO MUNDO-Brasília


Bem, a tão esperada Copa no Brasil chegou. Estádios prontos, estamos ansiosos para vivenciar esses momentos em nosso país. Minha atenção se volta para Brasília onde estaremos neste período, para ver o tão anunciado evento e prometido pelas autoridades envolvidas, como sendo aquele que transcorrerá tudo às mil maravilhas, sem incidentes de importância, de sucesso garantido, de resultados grandiosos para a economia do país, para a total alegria do povo.

Apesar de sempre estarmos esperançosos com a vida de uma forma geral, de acreditarmos  que sempre ocorrem/ocorrerão fatos que nos dão/darão muitas alegrias, estou um pouco cético do sucesso dessa Copa no Brasil.

O completo êxito do evento não está limitado somente ao estádio estar completamente terminado, com grama perfeita, com banheiros bem arrumados e cheirosos, com partidas maravilhosas, com acomodação de boa qualidade.

O êxito do evento também estará com o transporte para circulação dos turistas e nossos conterrâneos, de boa qualidade, boa acomodação, não lotação dos mesmos, rapidez de partidas/chegadas, de acesso ao estádio, com tranquilidade, sem congestionamentos, sem empurra-empurra, com voluntários que saibam o idioma do espectador e com disposição, com os lanches oferecidos nas proximidades, não em tendinhas, mas em lanchonetes bem feitas, limpas, com alimentos e bebidas em boas condições, com cestos de lixo distribuídos estrategicamente, com seguranças em pontos estratégicos, sem opressão, sem armas pesadas, mas com gentilezas.

Estamos em cima das datas! Que orientação estamos dando inicialmente para a população local? Quanto a limpeza nos estádios, quanto a gentileza com os estrangeiros, quanto ao acesso ao local se dar preferencialmente em transporte público, para chegarem com antecedência na partida e ao final do evento saírem com tranquilidade, sem tumultos, pois será um dia de festa.  Que orientação estamos dando aos restaurantes e demais tipos de comércio com relação às vendas para os turistas internos/externos? O investimento realizado no estádio, não é somente para a Copa, mas sim para cativar um público que vem disfrutar de Brasília!

Estamos com a Secretaria de Turismo preparada para divulgar o turismo local/nacional? Estará também localizada próxima ao estádio? Como está a orientação para as empresas de turismo em relação ao turismo local, transporte de passageiros? Essas empresas transportadoras terão locais práticos, definidos e demarcados?

Como estará a limpeza pública das vias do Plano Piloto como um todo?

Se haverá desvios do tráfego por causa da Copa, do acesso aos locais públicos, como está a comunicação para os residentes, sobre as vias que estarão liberadas naquele período?

Tem campanha televisiva sobre o assunto? Tem campanha divulgada nos locais públicos? Neste período de preparação para o evento, porque não se cancela esporadicamente o horário eleitoral para a divulgação dessa campanha?


Como tudo é novo neste evento, pedimos: GDF, ABRA OS OUVIDOS PARA AS SUGESTÕES E/OU RECLAMAÇÕES DO POVO – Ao menos excepcionalmente nesta ocasião!

domingo, 20 de abril de 2014

SERVIÇOS DEFICIENTES


É comum as pessoas trabalharem, produzirem algo pensando somente no “agora”, no dia de hoje, na sua necessidade premente. Muitas vezes temos “gás” , temos idéias, temos conhecimento suficiente, meios disponíveis, para nos dedicarmos em algo mais duradouro, mais perfeito que venha a ser útil para muita gente, inclusive para nós mesmos; no entanto, em função de já termos algo, suficiente para o dia-a-dia, deixamos a vida correr, a imperar a mediocridade, sem preocupar-nos com a melhoria geral que poderia perdurar, firmar nosso nome como bons prestadores de serviços, além de dar-nos a satisfação de termos nos “ultrapassado”.

Hoje, fui tomar um café na Beline na SCLS 113 , depois de algum tempo sem fazê-lo,  e voltei a deparar-me com as mesmas coisas de antes: falta de treinamento dos atendentes, que ficavam conversando em tom muito alto, sem dar a atenção devida aos clientes, e quando atendiam, demonstravam não conhecer os produtos que têm disponível, sem um maitre que orientasse a ação de trabalho, sem receber os clientes que se amontoavam na porta, ou até aqueles que se adentravam buscando um local para sentar-se.  Balcão de serviços (café, lanches, sucos, lavagem da louça usada,…) atendendo os clientes do próprio balcão como também atendendo as demandas das mesas do salão; não existência de caixa específico para mesas, resultando em demora nos pagamentos.  E, para coroar o mal serviço, a má condição do ambiente, o salão com teto muito baixo que ressoavam as conversas das mesas e, uma quantidade de moscas (“mosca da fruta”) e muriçocas que nos atacam e nos importunam. Poderia se utilizar velas de citronela nas mesas ou ligar o ar condicionado, fechando as portas e janelas.

Por outro lado, conta-nos a história, a experiência de pessoas que, apesar das vicissitudes, alcançam ápices dificilmente atingidos por outrem. Veja o que nos conta o livro “ilustraciones perfectas”da Editorial Unilit-2004, em suas paginas 132/133: BERÇO DA CRIATIVIDADE DE J.S. BACH.

Depois de varias mudanças e vários trabalhos importantes (o compositor clássico Johann Sebastian Bach), finalmente, em 1723, se estabeleceu em Leipzig, onde permaneceu o resto de sua vida. A estadia de Bach em Leipzig, como diretor musical e professor do coro da igreja e do colégio São Tomás, nem sempre foi feliz. Discutia constantemente com a Prefeitura da  cidade, e nem ela - a Prefeitura - nem o povo apreciavam o gênero musical de Bach. Diziam que era um velho “caduco”que se agarrava obstinadamente a formas obsoletas de música. Em consequência, pagavam-lhe um mísero salário, e quando morreu acabaram estafando a viuva em sua escassa herança.
Ironicamente, nesse ambiente Bach compôs sua música mais duradoura. Durante uma época compôs uma cantata a cada semana (hoje em dia é muito elogiado o compositor que produza uma cantata por ano), 202 das quais sobrevivem. A maioria conclui com um coro baseado em um hino luterano simples, e em todas as ocasiões a música está ligada a textos bíblicos. Entre estas obras estão “Cantata da Ascensão”e “Oratório de Natal”.
Bach também compôs em Leipsig sua “Missa em Sí Menor”, “Paixão segundo São João” e “Paixão segundo São Mateus”, todas para usar em cultos de adoração. A última peça se chamou algumas vezes de “o máximo êxito cultural de toda a civilização ocidental”, e inclusive o ateu radical Friedrich Nietzche (1884-1900) confessou depois de ouvi-la : “Aquele que esqueceu por completo do cristianismo ouve verdadeiramente aqui como um evangelho”.
Depois da morte de Bach, as pessoas pareciam felizes de “limparem-se” os ouvidos de sua música. Ele foi menos lembrado como compositor que como organista e tocador de cravo. Vendeu-se alguma coisa de sua música, e se informa que outra se usou para envolver lixo. Nos oitenta anos seguintes grande parte do público recusou sua música, ainda que alguns músicos (Mozart e Beethoven, por exemplo) a admiraram. Somente em 1829, quando o compositor alemão Felix Mendelssohn fez uma interpretação da “Paixão segundo São Marcos”, que uma audiência grande começou a aprecia-lo devidamente.

domingo, 13 de abril de 2014

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEN -SP

Meus filhos são em numero de quatro e já são adultos, todos.  Nasceram em São Paulo, capital. Nossa maior alegria foi poder levá-los a nascer no Hospital Albert Einstein; por algumas razões isso se fazia agradável para nós, seus pais: porque era situado bem próximo do estadio do Morumbi - o play center dos são paulinos - ; por ser aquele Hospital com H maiusculo. Nesse hospital vivemos bons, muitos bons momentos; aquelas maximas de emoção que somente acontecem nessas oportunidades.  Por ser um hospital israelita, a orientação imperante é a israelita; dentre as coisas visíveis à nossa percepção, citamos a alimentação no seu restaurante. Serviam varios tipos de comida, mas, se houvesse em seu pedido,  algum derivado de leite, voce deveria assentar-se em  uma série de mesas, se tivesse em seu pedido algum derivado de carne, você deveria assentar-se em outra série de mesas. Em uma mesma mesa não era permitido que uma pessoa comesse carne e leite, ou seus derivados. Porque? Porque é um costume israelita!   Poder respeitar o costume milenar deles é tão importante para nós como respeitar os direitos das minorias étnicas, das crianças e tantos outros!  Hoje me encontrei lembrando disso, por causa de algo que vivi. Eu e minha esposa saimos a comer no Restaurante Côco Bambu. Comida excepcional! Lugar agradabilissimo! Boa música ao vivo, iluminação ímpar! Nossa surpresa , mais uma vez, foi com o "timing" do serviço. Fui acompanhado, comi desacompanhado. Em outra ocasião aconteceu algo parecido e acabamos  nos descuidando e cometemos o mesmo deslize. Eu e minha senhora devemos não nos equivocar em pedir algo muito distinto um do outro. Se assim fizermos, os pedidos serão anotados, as comandas para a feitura dos pratos serão emitidas, mas não será possivel que comamos juntos! Poderemos comer na mesma mesa, mas não na mesma hora. Lá eles tem 2 cozinhas!!! Uma que faz tudo, exceto pizzas e outra que faz só pizzas! Elas não se "conversam"! Não existe nenhum elo de comunicação entre as duas! Nem informaticamente.... Não se equivoque: crepe não é pizza!   Pastel também não é! Como o restaurante é muito bom, minha tendencia ao referir-me à ele é dizer " o meu restaurante" ou dizer "o meu shopping" quando me refiro ao "Park Shopping"; é obvio que nenhum deles é meu!  É de "meu gosto", motivo de "minha satisfação" , desejo sempre voltar ali.  Este restaurante "é meu",  não é milenar, não é israelita, mas leva o carimbo de ser da melhor estirpe nordestina, é ótimo, mas carece de mais uma estrelinha para ser um  "CINCO ESTRELAS", porisso queremos dar-lhe uma mãozinha: vamos botar-lhe de castigo para que aprenda o que já lhe foi ensinado a tempos. Caramba! Sirva a mesa toda com comida quentinha e TUDO AO MESMO TEMPO!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A QUEM DEVEMOS RESPEITAR?

Falemos de nossa cidade, apesar disso abranger muito mais! Circulando por Brasília, vemos em vários pontos, um montão de recomendações: DÊ PREFERENCIA AO PEDESTRE, outra: RESPEITE O MOTOCICLISTA, outra: RESPEITE QUEM ESTÁ DE BICICLETA, outra: CUIDE DE NOSSO IDOSO, outra: CUIDADO! TRAVESSIA DE CEGOS! ; se expandirmos nossos olhares, com certeza, esta lista não terminará! O quanto devemos respeitar tantas recomendações? 100% ? 50%? Nenhuma vez? Depende de qual recomendação? Sim! É verdade! Somos mesmo, homens de corações muito duros! Não nos sensibilizamos com a causa de ninguém! Se não houver um interesse pessoal imediato, não nos afeta em nada essas recomendações! Tenho pressa e um carro muito possante e devo andar rápido para cumprir com todos meus compromissos! Essa cidade e os seus menos agraciados que se mudem! Enquanto não tivermos um avozinho com dificuldades para atravessar a faixa de pedestres, um filhinho que durante o dia esteja numa área comum de algum prédio, enquanto não tivermos um jovem que se locupleta com um passeio de bicicleta, ou ainda um filhão que se locomove com uma moto para cima e para baixo, estamos fadados a nem pensar nesses assuntos! É verdade que o respeito é uma mão dupla: O pedestre que atravessa uma faixa de pedestres, deve se beneficiar com o respeito dos condutores de veículos, mas deve também, tomar um mínimo de cuidado: PARE no início da faixa, AVISE DANDO UM BRAÇO que abana a mão, dando sinal de vida racional que quer atravessar a faixa, ESPERE o trânsito nos dois sentidos parar dando passagem à você, utilize da agilidade que te é disponível para atravessar. Faixa de pedestre é para pedestre! Se estiver em bicicleta e quiser atravessar, desça e atravesse empurrando-a, se estiver ao celular, peça um momento ao seu interlocutor e atravesse com todos seus sentidos alertas e faça-o rapidamente. Afinal, estamos falando de VIDAS, da sua e a de outros! Igualmente, todos os demais devem utilizar de respeito para com o trânsito: MOTOCICLISTA/CONDUTOR DE BICICLETA/etc., respeitem o trânsito, observando espaçamento mínimo (ao menos) recomendável, entre todos os veículos envolvidos no seu trafegar. Não assuste outros condutores passando pela direita (proibido segundo legislação em vigor); não passe com velocidade pelos corredores de carros no trânsito, sejam prudentes! CEGO e IDOSO, vocês também terão que observar a sinalização de trafego, quando existentes; se não existentes, busquem ajuda de outros para fazer um cruzamento de via. RESPEITO É BOM, E EU GOSTO!

domingo, 6 de abril de 2014

DIAS APOCALIPTICOS

SOYLENT GREEN , no Brasil, NO MUNDO DE 2.020, foi lançado no Brasil em 1973, filme dirigido por Richard Fleischer e estrelado por Charlton Heston – como ator principal . Na Austrália, em 1979, dirigido por George Miller e estrelado por Mel Gibson, o filme MAD MAX. Na América do Norte foi lançado somente em 1980. Em 2007, foi lançado nos Estados Unidos o filme EU SOU A LENDA, estrelado por Wil Smith. Em janeiro de 2010, foi lançado nos cinemas O LIVRO DE ELI, estrelado por Denzel Washington. Estes, entre muitos outros filmes foram lançados contando histórias diversas, mas, todas elas passadas em um mundo APOCALIPTICO; desordem imperando, sol que não se vê, desrespeito a tudo e a todos, escassez absoluta de alimentos, coisas – hoje tratadas como simples – sendo tratadas como raridade... Atividades hoje delegadas ao governo para serem desempenhadas, naqueles tempos sendo feitas por alguns indivíduos que a tomaram para si. Exacerbamos os males hoje existentes, buscando justiça, buscando manter até o último fio de esperança, nossos direitos/direitos da comunidade; queremos evitar que, até o final dos tempos descrito por João no Apocalipse, aquelas catástrofes se adiantem. Esperamos que se viva bem, em paz, com respeito, que possamos ter alegria, que possamos sorrir e disfrutar de alguns direitos que adquirimos ao longo da vida. Esse é o nosso sonho! Mas a cada dia vemos alguém destruindo-o: casos e casos de corrupção, casos e casos de filhos que matam pais, de pais que matam filhos, de roubos, de sequestros, e de desordem da lei! Mas isso sempre houve, e desde o início do mundo! – Dirão alguns. Sim! Isso é verdade! Mas perguntamos, depois de tanta evolução no mundo, nossas instituições não cresceram, não aumentaram, para inibir tais coisas? Por que somos tão impassíveis? Ainda agora, passando pelo eixinho, vimos trabalhadores limpando as placas de sinalização de pichações feitas que impediam sua visualização. Andemos por Brasília toda, e veremos esse tipo de manifestação! Sujam os bens de proprietários privados/públicos, denigrem a imagem de uma cidade limpa, moderna, mostram a incapacidade/ineficácia de polícia de nosso governo, mostram o quanto temos de delinquentes na rua. Vivemos dias apocalípticos!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Brasília - Nossa sociedade precisa mudar?

Em 1992, estivemos, eu e minha esposa, no consultório de Dr. Aim Gruspun (assim que se escreve?), médico neurologista e psicólogo, para levar um filho à uma última consulta. Esse médico, de estatura mediana, cabelos brancos, largas sobrancelhas, voz grossa, nos comunicou que nossa ida para a España era muito propícia pois a juventude de lá era muito “ingênua” , sossegada, e que esse fato seria muito bom para nosso filho que, até então, com ele se tratava. Fomos para o novo país, cheios de esperanças e curiosidades, e lá, com o decorrer dos anos, quando nossos filhos já tinham se familiarizado com a vida dali, com as escolas, com os professores, e também observando seus amiguinhos, companheiros da escola, que Dr. Aim tinha toda a razão em relação ao comportamento das crianças. As escolas tinham uma orientação bastante distinta das daqui do Brasil; a começar pelos uniformes, que embora de estilo muito bonitos, eram muito sóbrios, que não deixavam as crianças exacerbar sua jovialidade e alegria. Nas salas de aula, muito rigor com os tratamentos das pessoas, e fora das salas de aula, quando iam para suas casas, todos tinham longos deveres de casa para serem apresentados ao dia seguinte. Finais de semana com deveres redobrados, férias com muitas leituras de livros, muitos trabalhos por fazer. “Mente desocupada, oficina do diabo”- esse era o lema! Muitos me comentaram que isso era um resquício da “ditadura de Franco” e lógico, do sistema educacional por eles adotados. Foi uma época de muito aprender daquele povo tão antigo, que se moderniza em muitas outras áreas, que se fêz muito rico, que igual ao restante do mundo também passou por crises. Passaram-se os anos, voltamos ao Brasil , precisamente a Brasilia, tivemos que mergulhar em nova realidade: país muito mais novo, com outros métodos de ensino, com outros modos de vida, com a Democracia em constante atualização, onde todo mundo é “você”, “tio”, ou “cara”, onde o transporte público, apesar de estarmos na capital federal, é deficiente, a saúde, apesar de conhecer métodos e tecnologias invejáveis, ter profissionais de primeiro mundo, ainda é deficiente. Nesta capital, que ainda é “criança” na idade, onde tudo que fazemos é praticamente novo, e que poderíamos começar novos tempos na política, sem corrupção, sem vícios, não vivemos essa realidade. Voltando ao Dr.Aim, às crianças, ficamos perplexos no nosso dia-a-dia com a diferença do tratamento das crianças, com a diferença de comportamento delas. Não é difícil vermos a troca do amor dos pais por brinquedos; a companhia deles é trocada pela atenção de babás especializadas, ou babás simplesmente, ou uma empregada doméstica que tem outros afazeres além de fazer companhia. A educação, o aconselhamento, o amor, sendo delegados a outros. É claro, daí não é impossível imaginar que aquelas crianças não tenham comportamentos adequados em público (cinemas, restaurantes, shoppings, etc.). Coisas simples como tratar os demais com respeito, tratar os mais velhos com deferência, tratar terceiros sem animosidade, são coisas que acabam sendo raro, e no final teremos uma sociedade “sem valores”. Falar sobre este tema sem ter nenhuma especialidade na formação é ser muito simplório, mas, fazemos esta nota só para constar nossa preocupação com relação ao tema. DEVEREMOS PASSAR POR UMA DITADURA PARA ACERTAR NOSSA SOCIEDADE?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

GDF - Como está? Prestemos atenção nele!

A CHAVE É OUVIR Gary Preston escreve em “Character Forget from Conflict”: Na época em que o telégrafo era o meio mais rápido de comunicação de longa distancia se contava uma história, quem sabe inventada, sobre um jovem que preencheu uma solicitação para um emprego como operador de código morse. Em resposta a um aviso no jornal foi até o endereço indicado. Quando chegou, entrou em um escritório enorme e ruidoso. No fundo ouvia-se o som de um telégrafo. Um cartaz na frente da recepcionista dava aos aspirantes instruções de preencher um formulário e esperar até que os chamassem para o escritório interno. O jovem preencheu seu formulário e se sentou com outros sete candidatos que esperavam. Em poucos minutos o jovem se colocou em pé, atravessou o salão até a porta da oficina interior e entrou. Os demais candidatos se levantaram, perguntando-se o que estava acontecendo. Por quê este homem havia sido tão atrevido? Resmungaram entre si que ainda não haviam ouvido nenhuma chamada. Ficaram muito satisfeitos ao supor que repreenderiam o jovem pelo seu atrevimento, e que o desqualificariam imediatamente para o emprego. Poucos minutos depois o jovem saiu do escritório interior escoltado pelo seu entrevistador. - Senhores – anunciou o entrevistador – muito obrigado por terem vindo, porém o emprego se deu a este jovem. - Os demais candidatos começaram a resmungar. - Um momento – disse um deles -, tem algo que não compreendo. Ele foi o ultimo a chegar, e nem ao menos deram a oportunidade de nos entrevistarmos. No entanto, recebeu o emprego. Isso não é justo. - Sinto muito – respondeu o empregador-, porém todo o tempo que vocês estiveram aqui sentados, o telégrafo estava repetindo a seguinte mensagem em código morse: “Se você entende esta mensagem vá até o escritório interno. O emprego é seu”. Nenhum de vocês o escutou nem o entendeu. Este jovem sim. Portanto o emprego é dele. “Deus utiliza muitos meios para demonstrar seu cuidado... não somente através da sua Palavra, seu Espírito e o céu da meia-noite. Nossa obrigação é estar alerta a estes sinais.” Gary Preston-Character Forget from Conflict, Bethany House, 1999-Ilustraciones Perfectas-Editorial Unilit-2002. Voltando para Brasília: Estamos vendo, ouvindo e vivendo o que acontece com nossos últimos Governos. Coronelismo criando guetos de eleitores que se satisfazem/se iludem com presentinhos pessoais e que desconhecem o que se poderia fazer para restabelecer sua cidadania; descaso com obras/bens públicos; mal atendimento em toda área pública, como, seções várias de atendimento – venda de vale transporte, nos hospitais com marcações de consultas e atendimentos médicos, Etc... etc... . Tratamentos desumanos ao povo do GDF, com lugares sujos, cheios de papeis usados/amassados por todo lado, sem ao menos ter cadeiras/bancos para se sentar, com filas quilométricas, sem um sistema moderno de geração de senhas e chamadas, obrigando o povo a chegar de madrugada para marcar lugar para pegar senha (!!!), com transporte público sem manutenção, que obriga a todos a perder horas de trabalho pela precariedade do transporte e/ou do sistema. São esses os governantes que escolhemos? São eles que merecemos? São estes aí que vamos eleger? Os SINAIS de MÁ ADMINISTRAÇÃO estão aí. Fiquemos alertas, votemos em pessoas que darão algo para a COLETIVIDADE !!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

GDF - Uso do Eixão nos finais de semana

QUERO ESSE CARRO! Conta uma história que um jovem, daquele que poderíamos dizer “moderno” , comprou um dos melhores carros de todos os tempos: um FERRARI-GTO. Foi dar um passeio e se deteve em um semáforo com o sinal vermelho. Um velhinho em sua lambretinha parou ao seu lado. – Que carro é este, filhinho?” disse o velho depois de olhar sobre o claro e brilhante carro. “- Um Ferrari GTO. Custa quinhentos mil dólares” . “-Isso é muito dinheiro “, disse o velho – “-Porque vale tanto?” . “- Porque este carro desenvolve trezentos quilômetros por hora!” falou com orgulho o jovem. “- Me deixa dar uma olhadinha por dentro?”, perguntou o condutor da lambretinha. “-Claro”, respondeu o dono. Assim, o velho meteu a cabeça dentro e olhou ao redor. “-Caramba! É um carro muito lindo!”, disse enquanto se sentava novamente em sua lambretinha. Exatamente nesse momento mudou o sinal, e o condutor decidiu mostrar ao velhinho, o que seu carro podia fazer. Acelerou a toda velocidade e aos trinta segundos o velocímetro marcava 260 kilometros por hora. De repente observou um pontinho no seu espelho retrovisor. Estava se aproximando! Diminuiu a velocidade para ver o que podia ser. Zuuum! Voltou a passar, esta vez na direção oposta... e parecia ao velhinho da lambretinha. “-Não pode ser – pensou – como pode uma lambretinha deixar para trás a um Ferrari? Uma vez mais, no entanto, o jovem viu o pontinho em seu espelho retrovisor, seguido por um golpe enquanto o objeto veloz chocava contra a parte traseira de seu carro. O jovem saiu de seu carro e viu o velho esticado no alfalto, e correu até ele. “-Posso ajudar-te em algo?”, perguntou. “-Solte... meu suspensório... de seu espelho lateral”, sussurrou o velho. Brett Kays, Brownstown, Michigan (Ilustraciones perfectas-Editorial Unilit-2002). (“A inveja é a podridão dos ossos. Provérbios 14:30). É claro que isso é uma historinha, e se verdadeira fosse, não poderia ter ocorrido no Eixão em Brasília (a única com condições técnicas de permitir o feito, exceto pela não existência de semáforos), mas que na prática nem aos finais de semana permitiria, já que, para restabelecer “os direitos “ dos cidadãos brasilienses, buscando permitir-lhes um entrosamento melhor com o que Brasília dispõe, permite o fechamento para o trânsito de bicicletas e pedestres neste período. É bastante interessante essa medida de torná-la exclusiva para estes usuários , já que a cidade em realidade foi concebida principalmente para o uso automotivo; hoje ainda, é assim que o “mundo “pensa de Brasília. Ainda não temos Metrô que atenda amplamente a população, nem VLT, nem ônibus decentes/confortáveis para toda a classe de população. Tão estapafúrdia é a idéia, que não se ouve de outros exemplos no mundo (dedicar a via rotineiramente aos finais de semana para uso diverso dos automóveis). E o interessante é que existem parques (Parque da cidade, Parque das Águas, Parques Olhos d’água, etc...) vias especialmente construídas por quase todo o plano (se não funcionam, porque não reclamar ao GDF por adequações?). Gente, não está existindo um pessoal com mais direitos que outros? Porque não se lutar por uma cidade mais adequada aos brasilienses do que ficar desvirtuando o Plano Piloto, tirando o direito dos automobilistas?

sábado, 8 de fevereiro de 2014

TURISMO RECEPTIVO - Estamos preparados?

A boca põe prá fora o que o coração está cheio. Minha grande e feliz experiência de vida foi morar, viver e disfrutar de Barcelona-Espanha por alguns anos. Assim que me lembro de coisas que sempre estão me fazendo comparar com as coisas do lugar em que estou vivendo; com o modo de vida, e tudo o mais. Atualmente estou focando minhas recordações na limpeza da cidade, em como eles faziam para a cidade além de estar limpa, parecer mais limpa. Em função do traçado da cidade, eles tinham as calçadas muito mais largas que as daqui (exceto as do “bairro gótico”, resquício da época medieval); as motos eram estacionadas sobre as calçadas em diagonal (não existia traçado para estacionar motos, mas existia muito espaço e também o costume). As calçadas, principalmente nos lugares de mais afluxo de turistas, eram recobertas com aqueles bloquinhos que aqui chamamos de “pedras portuguesas”, nas cores preta e branca. Os blocos das sarjetas (que fazem o degrau para a rua), eram todos padronizados, não deixando existir um mais alto, outro mais baixo (por defeito de fabricação, porque um caminhão subiu e afundou algum – neste caso tinha que ser trocado). As sarjetas, onde corre a água de chuva, era calçada com ladrilhos brancos !!! de longe se notava algum papel solto... As passagens de pedestre, muito largas, com sinais enormes (nas zonas de maior afluxo de gente), sem buracos ou protuberâncias. Hoje, vemos o SHOPPING PATEO BRASIL, em um caos total: a saída do shopping apesar de bem arborizado nas laterais, nas passagens de pedestres, uma rua “quase das arábias”, com calçamento manchado, com tendinhas por todo lado, vendendo guarda-chuva, bijuterias, roupas, etc... parecendo que a antiga feira da TV foi transferida para aí. A calçada, sarjetas sujas, pessoas lutando para pegar um transporte urbano, esgueirando-se entre barracas, calçada em mal estado, pessoas correndo por causa de outras pessoas que atravessam correndo no semáforo... um caos! Daí nos perguntamos, que administração é esta que tem o shopping que não sabe cuidar de seus inquilinos lojistas, que têm uma propriedade em um lugar privilegiado, que não sabe contratar um serviço de vigilância constante e ininterrupta para cuidar daqueles que adentram suas dependências para COMPRAR, que deixam o negócio parecer não interessante como os demais existentes na cidade? Que GDF é este que não cuida de seu povo, colocando guardas de trânsito de um e outro lado do semáforo que está adiante do shopping? Que GDF é este que, a exemplo de um antigo governador – já afastado – pode retirar esse sem fim de barraquinhas que não pagam impostos para funcionamento? Que GDF é este que não mantém as vias limpas, nas proximidades deste possível cartão turístico da cidade? Que GDF é este que não sabe cuidar do trânsito da cidade, mudando pontos de ônibus da frente do shopping para outras quadras próximas? POVO, ONDE ESTÁ SEU GOVERNADOR QUE NÃO CUIDA DE GOVERNAR ESTE PEQUENO PEDAÇO DE SUA CIDADE?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

GDF - Confiança é imprescindível

Em minha cidade no interior de São Paulo, conta-se, a respeito de um antigo comerciante – hoje já falecido – uma de suas práticas no seu negócio. De origem árabe, com um armazém à moda antiga, com caixas enormes de madeira, com tampa vai-e-vem, onde se depositavam, em cada um, uma saca de 60 kilos ; dali, com um pegador enorme se retirava o mantimento. Havia uma caixa dessas com arroz, outra com feijão, outra com açúcar, e outras com outros mantimentos. Óleo comestível era vendido em latas de 5 litros. Bacalhau, consumido em épocas muito especiais, eram empilhados quase na entrada do armazém, todo amarrado com barbante, em pequenos fardos. O cheiro que se exalava era muito típico, e hoje me faz lembrar de infância. O embutido mais comum era a mortadela. Sardinhas, também salgadas, estavam ali em grandes caixas exalando seu odor. O dono ou um balconista era quem atendia a clientela; pegava o produto e embalava em saquinhos de papel. O comum era todo cliente ter uma caderneta onde se marcava sua compra e que ficava na posse do comerciante. Certo dia, ao término de uma longa jornada de levantamento do estoque, deu-se pela falta de uma lata de óleo de 5 litros. Os empregados estavam todos andando miudinho e de cabeça baixa, pois, quando o patrão soubesse, com certeza haveria demissão. Nesse dia, porém, o patrão estava menos rancoroso, e ouvindo a história contada pelo empregado mais antigo, agiu de forma mais sutil com todos os empregados: Está faltando uma lata de óleo? Façamos o seguinte: marcamos uma lata em cada caderneta de clientes; quem reclamar estornamos!!! Hoje vivemos em uma época diferente e nossa preocupação não é a “caderneta do armazém” mas, sim outras. Hoje estive ouvindo uma prestação parcial de contas de nosso governador, Sr. Agnelo, onde alardeava as 4 UPAS que já inaugurou em seu governo. “NÃO FALAVAMOS NADA PORQUE ESTAVAMOS TRABALHANDO”. Como se, inaugurar obras, no caso hospitais, fosse algo muito raro e difícil de se ouvir de um administrador público, que cobra impostos, que promete em sua campanha que vai fazer isso; Temos que dizer a ele que isso é sua obrigação , dívida de campanha? O que esperar de uma pessoa, nessa posição, que está no governo há mais de 3 anos e portanto em seu último ano, dizendo que fez algo que era sua obrigação, que alardea o feito como sendo algo inédito? Governo que tocou no VLT somente agora, praticamente no final do mandato? E as comunicações a fazer para o povo, dando conhecimento das principais demandas, e suas maiores dificuldades/entraves? Porque gastou tanto dinheiro no Mané Garrincha? Agora, para nova legislatura teremos a essa equipe se candidatando novamente? Será que o povo CONFIARÁ e dará seu voto?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

BRASÍLIA - Restaurantes

Brasília é uma cidade pródiga em número de restaurantes; a variedade de tipos de comidas também é imensa: comida italiana, comida goiana, comida gaúcha (galeterias / churrascarias), comida japonesa, comida chinesa (cantonesa), comida americana (hamburgueserias variadas), lanchonetes diversas – inclusive aquelas com lanches leves, comida árabe, sem falar em panificadoras que servem refeições e ou lanches, confeitarias, sorveterias, etc. Hoje quando queremos localizar alguma casa do tipo, em alguma lista, é difícil, dada a variedade de divisões que se faz ( ver Veja Brasília: Comidinhas, bares e restaurantes – e dentro dos restaurantes uma gama de divisões). Na verdade, quando se trata de encontrar um bom local para se comer em Brasília, está meio difícil. A opção melhor encontrada é buscar aquele que já conhecemos e o temos por razoável. Se optar por variar, corre o risco de não fazer boa escolha, e, no entanto, terá a mesma conta “salgada” , igual àquela que teria indo no restaurante costumeiro. Meu amigo Miguel, que já morou um tempo em Portugal, conta uma experiência sua: começou a frequentar um restaurante, e já no primeiro dia, ao pedir determinado prato, o garçom lhe disse que naquele dia era costume comer o vôngoli com um macarrão, ao invés de macarronada com salsa de tomate. No segundo dia, o garçom sugeriu que ao invés do vinho que pedia para acompanhar seu gnocci, deveria pedir um vinho tinto de determinada procedência, pois o gnocci era servido com cordeiro, e ele poderia disfrutar mais do sabor. Ao terceiro dia, na sua labuta para comer um prato naquele restaurante português, Miguel ficou aguardando o garçom trazer-lhe o cardápio; e aí veio a pergunta, o que o senhor vai querer comer hoje? Ao que Miguel respondeu rapidamente: veja o que você recomenda pra hoje e me traga! Tudo que peço você muda! A discussão com o garçom parece-me que foi “brava”! Voltando a Brasilia, a luta começa com o estacionar o carro e depois com o pedir o prato. O Chef faz um prato, pensando em coisas que aprendeu na sua escola/vida prática; o cliente pede o prato pensando no que gosta, no que lhe faz bem, ou outra particularidade qualquer. Peça para tirarem ou acrescentarem algo no seu prato e verá que poderá vir uma terceira “coisa” que você nem imaginou em pedir. Peça água tônica zero, e poderá receber H2O, ou água mesmo. O treinamento e/ou preparação dos atendentes são lamentáveis. Os sistemas para anotar um pedido são igualmente lamentáveis. Em algo que se pede para beber, não anotam se o cliente quer a bebida sem pedra de gelo, se é gelada, ou se é bebida ao natural; se é zero (diet) , com pouco açúcar (light), ou normal com açúcar. Não é rara a vez que trazem a bebida aberta, impedindo que o mesmo troque-a e não perca (financeiramente) o pedido errado que trouxe. Nessa nova época que iremos viver – a Copa – fará com que tenhamos uma nova experiência com um público bastante esclarecido e exigente – o turista estrangeiro. Baristas, donos de restaurantes, abram a mente e se preparem, treinando melhor seu pessoal, adotando sistemas eletrônicos para pedidos – mais ágeis e precisos - , campainhas eletrônicas para o cliente chamar o atendente sem a necessidade de sair procurando-o.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

DF - Costumes / correspondências

Estamos na Capital Federal do País; estamos sempre em evidência politicamente, sendo sempre apontados quando fora estamos, por haver a possibilidade de “ser mos alguém eminente”ou trabalhar com “alguém eminente” ou trabalhar em algum Ministério, …. Situações estas que muitas vezes não passam nem de perto de nossos afazeres. Somos “especiais” sem ter-mos feito nada para merecê-lo; nem na prática, nem no papel! O que na verdade poderia tocar-nos nos “brios” seria buscarmos fazer algo para realmente sermos “especiais” . E isso poderia se manifestar nas pequenas coisas que fazemos; me lembro da Espanha quando fazíamos alguma tomada de preço, onde várias empresas participavam enviando cotações, era de extrema importância que nos manifestássemos àqueles que não haviam ganho a concorrência, enviando-lhes cartas-agradecimento pelas suas participações apresentando preços; afinal, tiveram um trabalho em atender-nos. Outra coisa, também comum por aquelas paragens, é o hábito de cumprimentar as pessoas; a origem da correspondência para “saudar” as pessoas é muito antiga e foi “desenterrada” por causa da perda do hábito de apertar as mãos fisicamente. Esta perda, juntamente com o relaxamento dos formalismos, foi substituida por uma correspondência que se mantém intacta nos tempos de hoje, na Espanha. Essa correspondência para “saudar” as pessoas e seu significado é uma breve comunicação, não leva assinatura, e é usada para fazer uma oferta, um convite, ou simplesmente comunicar algum fato e termina com uma frase de elogio ("aproveitando a ocasião, expresso sua incondicional amizade"). Existe um padrão para se escrever essa comunicação: tipo de letra, forma de se dirigir às pessoas, local e data, etc. Abandonando o excesso de burocracia, e atendo-nos mais a parte relativa ao respeito às pessoas, ao carinho, ao bom relacionamento, relembro dessas coisas de um passado próximo. Ultimamente passei por algumas experiências com “atendimento médico” . Paciente de alguns medicos de especialidades diferentes, acreditei ser bom cliente, já que, era regular em minhas consultas, detentor de bom convênio medico, seguidor das prescrições por eles indicadas, etc… Ao tentar marcar uma consulta com o hepatologista, soube que tinha passado por um acidente pessoal, restringiria seu atendimento e se dedicaria a um único trabalho onde era concursado; não fiquei satisfeito com a forma em que ocorreu: sem comunicação prévia, notícia dada pela secretária sómente no dia em que a procurei… mas, vamos lá, teve um acidente!!! Busquei indicações e encontrei outra conceituada profissiona que me atendeu uma única vez. Passado o período de férias, seguindo as prescrições que me passou, vou buscar marcar nova consulta: a secretária me informa que a médica deixou de atender meu convênio. Epa! Mas, a médica mesmo não me comunicou nada! Fui saber sómente quando a procurei! De outro hepatologista ouvi a mesma história, de um Endocrinologista a mesma história! Busquei saber do convênio, que é tido como um dos melhores do Brasil, e não soube me explicar o que ocorria, não sabiam de reclamações dos medicos em questão… Em nossos relacionamentos, buscamos ser éticos, buscamos encontrar confiança na outra parte, queremos ser tratados como gente, como merecedores de atenção. Que fazer se, nos melhores meios, nos melhores lugares, na principal capital do país, não é comum - como eu esperava - a sinceridade, a sensatez, o profissionalismo? O normal - eu acreditava - seria que o profissional comunicasse aos interessados, sua decisão de proceder de um geito ou de outro, utilizando de telefonema pessoal, ou de correspondência que antecedesse o prazo em que pudesse agir no interesse de seu cliente; afinal, no caso, ele deixa de atender um cliente "com convênio" e poderia ganhar um "cliente particular", disposto a arcar com o custo financeiro em prol de um relacionamento já construído através do tempo! "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!"-Jeremias 17:5. A cidade é formada por pessoas, e estas por sua vez, com suas práticas, fazem o nome, a grandeza - ou não - da comunidade toda! Lamento ver que, apesar de estar na Capital Federal do País, estamos vivendo uma vida de incultos, sem cuidados com o bem mais precioso desses profissionais: sua clientela!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

DF precisa cuidar de suas BACIAS

O conjunto é afetado pelas suas partes; as partes precisam que o conjunto também funcione bem. Usando um exemplo boçal: Se andamos com um carro com PNEUS BEM CALIBRADOS, com boa AERODINÂMICA, construído com METAIS MAIS LEVES e com PLÁSTICOS em algumas partes, com bom sistema de ARREFECIMENTO, seu desempenho é bem melhor; seu CONSUMO é bem menor quando está funcionando bem. Atualmente, estamos criando consciência de quanto é importante cuidar dos bens que se escasseam, dos animais e das espécies vegetais que estão em extinção, o uso racional dos bens naturais ou seja, a preservação de todo bem. Assim é a água que tanto necessitamos. Hoje é comum falarmos da conservação das nascentes de água, da não poluição de nossos rios, para não deixarmos de ter agua pro nosso banho, prá lavar nossa roupa, prá lavar as louças/panelas/talheres que usamos em nosso almoço, para preparar nossa alimentação, pra encher nossa piscina, prá podermos usar nossa lanchinha, nosso jet-ski etc. Dados técnicos divulgados indicam que em 2002 as áreas irrigadas no DF chegaram a 104 e que alcançam 6.823 ha; o consumo chegou a 40,94 milhões de m3 por ano. O consumo na irrigação no DF é, ainda, menos representativo do que o consumo de água para o ABASTECIMENTO HUMANO; entretanto, a demanda para a irrigação tem crescido de forma mais acelerada; isso indica a possibilidade de futura ocorrência de CONFLITOS pelo uso da água e a necessidade de gestão dos recurso hídricos existentes. O IBGE em 2003 divulgou que a população do DF chegou a 2.051.146 habitantes.Esse rápido crescimento populacional, além de requerer maio quantidade de água para o consumo humano, gerou incremento na demanda de alimentos, incentivando o uso da irrigação, que é uma atividade de consumo intensivo de água. Cabe destacar que, nessa região, o período de MAIOR DEMANDA de água para a irrigação coincide com o de MENOR DISPONIBILIDADE hídrica, de maio a setembro, o que amplia os riscos de ocorrência de conflitos pelo uso da água.O DF ocupa 5.782,80 km2; em termos climáticos, caracteriza-se por apresentar duas estações bem definidas: seis meses de estação seca, de maio a outubro, e seis meses de estação chuvosa, de novembro a abril.A Bacia do Rio Preto é a principal área de produção agrícola. A manutenção da sustentabilidade do desenvolvimento regional deverá, cada vez mais intensamente, se pautar pela garantia do equilíbrio entre as ações voltadas para a promoção do crescimento econômico e a conservação do meio ambiente, como forma de manutenção da qualidade e quantidade dos mananciais hídricos, dos solos e da biodiversidade. Na BACIA DO DESCOBERTO por exemplo há urgente necessidade de disciplinarmente do uso do solo e do tratamento de esgotos dos novos núcleos urbanos surgidos nos últimos anos. Na área rural, o monitoramento e controle do uso de agrotóxicos e a racionalização dos processos de irrigação. Na BACIA DO SÃO BARTOLOMEU, a ocupação territorial desordenada, com a rápida transformação de áreas rurais em loteamentos com características urbanas, promoveram uma impressionante perda da vegetação natural, com impermeabilização de áreas de recarga natal dos aqüíferos, exploração intensiva das águas subterrâneas e os lançamentos de esgotos sem tratamento em manancial. Na BACIA DO RIO PRETO, devido a atividade agropecuária, o uso de sistemas de irrigação, aliados a baixos índices pluviométricos, provocaram significativas perdas aos produtores rurais. Na BACIA DO RIO MARANHÃO, vários problemas se manifestaram: desmatamento de áreas, extração irregular de areia e o lançamento de resíduos de origem animal em estado bruto, causando a poluição da água. Na BACIA DO RIO CORUMBÁ, que caracteriza-se por apresentar alta declividade, solos de baixa fertilidade e com deficiência hídrica, a pouca cobertura vegetal tem facilitado o processo de erosão e o transporte de sólidos nesta bacia. Adicionalmente, o lançamento de esgotos sem prévio tratamento dos efluentes é um sério problema para a manutenção da qualidade da água. Na BACIA DO PARANOÁ, os problemas de ligações clandestinas de esgoto e de drenagem pluvial têm provocado a redução da qualidade das águas. Na BACIA DO SÃO MARCOS, seus principais afluentes tem sofrido com a irrigação mecanizada e o uso intensivo de agrotóxicos. Existem projetos de Recuperação de Áreas Degradadas, onde o mais conhecido é o da Bacia do Rio São Bartolomeu, Seu prosseguimento, a disseminação do exemplo para outras bacias, a implementação de novos seria o ideal.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SYZYGIUM CUMINI - Menos que 1.000 no DF

Natural da Ásia, Índia e Sri Lanka. No plano piloto em Brasília se fala que temos 804 delas. O livro "100 árvores urbanas-Brasília-Guia de Campo"de Manoel Cláudio da Silva Júnior e Roberta Maria Costa e Lima - "Editora Rede de Sementes do Cerrado", edição de 2010,diz que sua floração é de agosto a novembro de cada ano, e sua frutificação é de julho a abril. Syzygium cumini é seu nome científico, Myrtaceae é a família botânica, e seu nome popular JAMELÃO, ou JAMBOLÃO. Agora, depois dessa última apresentação quem não conhece? Quem nunca teve seu carro marcado por um fruto que caiu diretamente na lataria, ou indiretamente por ação de algum pássaro que dele se alimentou e defecou com fezes azul marinho? Quem nunca passou por alguma calçada dentro das quadras e ficou com seu tênis cheio de sementes azuis? Quem nunca recebeu estocadas em sua roupa com poderosas sementes azuis? Poucas pessoas se livraram desses infortúnios! Agora, se você tiver a desventura de ser alvejado por algum, corra para lavar sua roupa (antes que seque), lavar seu carro para não te-lo manchado por muito tempo... Burlemax quando ajardinou o Plano Piloto, deu preferência às plantas do cerrado, mas agora vemos, não ficou incólume da ação de espécies estrangeiras. A árvore em questão é utilizada como quebra-ventos, daí talvez a intenção de rê-las em nossas quadras. Seus frutos alimentam a fauna e o homem in natura, ou como doces, geléias, vinhos e vinagres. Na medicina popular o chá das folhas ou das sementes trituradas serve para tratar o diabetes. É planta lanífera. A madeira resiste bem a cupins e é usada em obras submersas. Pode-se depreender que pode ser usada portanto, tanto na industria de construções, na medicina popular e como ingrediente para a cozinha doméstica. Perguntamos porquê não damos um fim nelas e as substituímos por outras árvores urbanas de igual finalidade? (quebra-vento, sombra, beleza); senão, porque não damos utilidade para elas, criando centros-cozinhas, que ensinem como fazer geléia, doces, vinhos e vinagres? Temos várias comunidades no entorno de Brasília que não têm formação, não têm renda, não têm emprego, não têm dignidade por isso, vivem na miséria! Sociedades sem fim lucrativos, Governo, estudantes de Nutricionismo, pesquisadores, pessoas de boa vontade, descubram o que fazer com o Syzygium cumini, para que tenhamos quadras mais limpas, menos "ataques ao bem particular e público" e paz social!

Brasília: "imexível?"

A Novacap (empresa constituida inicialmente para administrar e construir a nova capital), foi liderada nos primórdios por Lúcio Costa, quem cuidou do ante-projeto de Brasília. Lucio Costa criou a cidade com um zoneamento funcional, com funções separadas na cidade. Assim surgiu a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos três poderes, a Catedral Metropolitana, a Sede do Governo do Distrito Federal; Setores comerciais, bancários, Setores Culturais, bibliotecas, teatros, museus e etc. Muitas terminologias novas e siglas foram utilizadas desde um início e até os dias de hoje. Lucio Costa foi autor do projeto urbanístico e Oscar Niemeyer o autor dos principais projetos arquitetônicos da cidade. Nesse afã, foram criados também os Comércios Locais, entre as quadras residenciais, como os açougues, cercadinhos, as vendas, quitandas, casas de ferragens; todos previstos e programados de acordo ao plano inicial: tamanhos, funcionalidades, disposições, etc... Hoje, queremos nos ater a esses comércios locais, que foram programados para terem suas vitrinas, entradas principais, voltados para um passeio coberto na face fronteiriça às cintas arborizadas, e as suas vagas de estacionamento na face oposta , contígua às vias de acesso motorizado. Hoje vemos a realidade da concretização do projeto em desacordo - o que foi planejado, não foi realizado! Que motivos provocaram essa descaracterização? Poderia ser algum aspecto de segurança? (deixar o carro estacionado do lado da via e ter-se que deslocar para o outro lado - arborizado e sem monitorarão - ?); Poderia ser por praticidade? (é muito mais fácil sair do carro e buscar o local, já mais próximo de seu veículo?); Poderia ser simplesmente por obra do acaso, da falta de fiscalização, da falta de comprometimento do GDF? Coisas ocorreram, decisões foram tomadas e não temos conhecimento atualmente de nada disso. O que é bem verdade, e que nos toca a todos, são as calçadas desses Comércios Locais sem acabamento, com desníveis injustificados e que nos levam a todos, a um dia escorregarmos, tropeçarmos, cairmos, ter escoriações leves ou sérias, num local, que muitos chamam de PASSEIO!!! (imaginem! Sair ao passeio, para claro, fazer um passeio, uma caminhada, algo que nos dê prazer, ver as vitrinas e acabar acidentado!). Talvez, por esso erro de interpretação do projeto - o lado de trás do estabelecimento não estar sendo utilizado como frente do estabelecimento , e a parte da frente ter que "suportar"as duas funções é que encontramos estes "fétidos" depósitos de lixo no meio de nossas calçadas. Aí então perguntamos: vamos ter que ressuscitar a Lúcio Costa e colocá-lo novamente na Novacap no GDF para redefinir como devem ser feitos nossos passeios? Ou isso já foi definido e simplesmente NÃO SE FISCALIZA? Ou isso não precisa de definições porque deve ser norma na Engenharia/Arquitetura? Ou de tão óbvio, varia conforme o bom censo? Ao final cabe-nos tão somente acreditar que nosso Governo Local - o GDF - já está com planos para regularizar esses problemas? Quando morei em Barcelona na Espanha, presenciei algo do gênero: as entradas para as garagens de carros, quer particulares, quer públicas, tinham uma pequena divergência de construção; o assunto foi estudado e normalizado. "Todos"os proprietários de imóveis que tinham acesso para carro, tiveram um tempo (parece-me que 4 anos) para apresentar pequeno projeto junto a autoridade competente, adequando-se à norma, e reformando o acesso após aprovação (sarjeta de granito, desníveis previstos, e calçamento-modelo,tipo,cor). No caso de Brasília: quem cuidará dos projetos (o GDF, ou os proprietários), os donos dos estabelecimentos (ou inquilinos) da execução, do tipo do calçamento (para evitar escorregões, para padronizar o desenho das calçadas), poderiam ser algumas das coisas a pensar. QUEREMOS MUDANÇA NAS CALÇADAS DOS COMÉRCIOS LOCAIS! Queremos nossa Capital Federal, nossa cidade, ainda sustentando o "apelido"de cidade bem planejada, bem cuidada, moderna, exemplo para o país todo, PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE!